Instituto Caldeira leva C-Levels brasileiros ao Vale do Silício para imersão em inteligência artificial

O Instituto Caldeira, hub de inovação e negócios sediado em Porto Alegre, e a Invest RS, a agência de desenvolvimento do Rio Grande do Sul, realizam entre 24 e 29 de agosto uma nova Missão Internacional, desta vez com o Vale do Silício como destino. O programa, voltado a C-Levels e líderes empresariais, terá como foco central a inteligência artificial, explorando suas aplicações práticas, modelos de negócio e impacto em diferentes setores da economia

A agenda foi construída para oferecer acesso direto a empresas de referência, pesquisadores de universidades e centros de inovação que influenciam o rumo da tecnologia global. Entre os participantes já confirmados estão representantes de Brivia, Renner Coatings, Fruki, FCC, Lojas Lebes, Slice, DGT Tecnologia, CTC Tech, W/Africa Capital, BR Supply, Apta Resinas e FCGI, além de integrantes do próprio Instituto Caldeira e da Invest RS.

Durante cinco dias, a delegação brasileira participará de visitas a startups emergentes e empresas consolidadas de tecnologia, com agendas voltadas à aplicação da IA em diversos setores da economia. “As Missões Internacionais são uma das formas mais potentes de gerar conhecimento aplicado, internacionalizar o olhar estratégico dos nossos líderes e colocar o Brasil em diálogo direto com as vanguardas tecnológicas”, afirma Pedro Valério, Diretor Executivo do Instituto Caldeira.

Para o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, a correalização de missões com o Instituto Caldeira é uma estratégia da agência para qualificar o plano de internacionalização da economia gaúcha. “Estamos convencidos de que precisamos ir atrás de oportunidades onde quer que elas estejam. Estamos fazendo isso, com um calendário de feiras e missões, ao qual se soma a programação conduzida em parceria com o Instituto Caldeira, cujo diferencial é a assertividade o espírito de inquietação e conexão com as principais tendências”, avalia

MISSÃO

A missão ao Vale do Silício dá sequência ao calendário internacional do Caldeira em 2025, que começou em junho com uma viagem a Londres dedicada à inteligência artificial e deep tech. A capital britânica foi escolhida por integrar o “Triângulo Dourado” com Oxford e Cambridge, e por abrigar empresas e centros de pesquisa de referência global.

Segundo Carolina Cavalheiro, diretora de Negócios e Gestão de Comunidade do Instituto, o diferencial das Missões Internacionais está na curadoria. “As Missões não são visitas turísticas a ecossistemas de inovação: são agendas desenhadas com critério, pensando na aplicabilidade dos conteúdos, na qualidade das conexões e no potencial de transformação que cada encontro pode gerar”, aponta.

O calendário de missões de 2025 será encerrado com uma viagem à China, entre 25 de outubro e 1º de novembro. O país asiático é hoje referência global em infraestrutura tecnológica, digitalização urbana e transição energética, e a missão buscará entender como soluções implementadas em larga escala podem ser adaptadas à realidade brasileira.

A programação vai incluir visitas a centros de pesquisa, fábricas inteligentes e iniciativas públicas e privadas que exemplificam o uso estratégico da infraestrutura como vetor de crescimento. Entre os temas abordados estarão a estruturação de cidades inteligentes e redes logísticas ultramodernas, as estratégias de conglomerados chineses para integração tecnológica, o papel da automação e da IA na indústria e aceleradoras de inovação com foco em sustentabilidade e varejo.

Para Mariana Bertiz, Coordenadora de Inovação do Instituto Caldeira, a iniciativa reforça o compromisso do hub com o fortalecimento do ecossistema local: “É uma oportunidade para que empreendedores se conectem aos principais fundos do país e ganhem musculatura para escalar suas operações.”

O segundo ciclo do Invest Match já está em andamento, com novas startups participantes. O matchmaking final com investidores será realizado durante a Semana Caldeira, evento que o Instituto Caldeira promove no final de setembro e início de outubro.

Energia limpa e tokenizada

A Captur atua no setor de energia solar com duas soluções principais: fracionamento de usinas solares como modelo de investimento via blockchain e plataformas que conectam usinas com excedente de energia a consumidores que não podem gerar sua própria energia. Com mais de 50 mil kWh de energia sob gestão e R$ 1 milhão em ativos tokenizados, a empresa captou R$ 550 mil em rodada com VENTIUR e DOMO.VC. O investimento será destinado à estruturação das áreas de vendas, tecnologia e marketing. “Participar do Invest Match foi transformador. Validamos o modelo de negócio com diferentes perfis de investidores e fizemos conexões estratégicas que seguem rendendo frutos”, diz Mauricio Souto Allemand, CEO e fundador da Captur.

Infraestrutura para crédito no varejo

A Grana.ai é uma plataforma plug and play de infraestrutura financeira que conecta credores institucionais e comerciantes, com foco na integração de serviços como antecipação de recebíveis. A empresa atende fundos de crédito, FIDCs e plataformas B2B2C. Eleita startup destaque no Start Summit e também no FineHub, do Tecnopuc, a Grana.ai captou R$ 1 milhão com DOMO.VC, WOW e SC Angels. Os recursos serão aplicados em tecnologia, integração com novos parceiros e estruturação das áreas de produto e comercial. “O Invest Match nos ajudou a traduzir nossa proposta para o investidor, preparar materiais com maior clareza e ganhar velocidade no processo de captação. Foi um divisor de águas para nossa jornada”, afirma Thiago Karan, CEO da startup.

IA no setor público A GovTools é uma das startups que captou investimento após participar do programa. Com foco em aumentar a eficiência da gestão pública, a empresa desenvolve agentes de inteligência artificial voltados ao atendimento de órgãos públicos. A startup já conseguiu superar a barreira inicial de acesso ao setor e fechar contratos com governos. Segundo Willian Sarmento Marcos, CEO e fundador da GovTools, o apoio do Invest Match foi determinante para organizar a estrutura de dados da empresa e avançar no processo de due diligence. O aporte recebido será direcionado à contratação de equipe e ao fortalecimento da área comercial.

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