A indústria elétrica e eletrônica do Rio Grande do Sul projeta crescimento em 2026, embora com uma expansão mais modesta do que a registrada em 2025. É o que aponta a Sondagem Conjuntural do Setor Eletroeletrônico realizada pela Abinee. Em julho, 52% das empresas registraram aumento nas vendas/encomendas em relação ao mesmo mês de 2025, dois pontos percentuais acima de junho. Na comparação com o mês anterior, porém, o percentual de empresas com aumento caiu de 42% para 24%. Já os negócios abaixo das expectativas passaram de 50% para 57%.
No emprego, 57% das empresas registraram estabilidade, enquanto 24% apontaram redução e 19%, aumento no número de empregados. A utilização média da capacidade instalada subiu para 80%. No comércio exterior, 36% das empresas registraram crescimento nas exportações em relação a julho de 2025, ante 25% em junho. Por outro lado, aumentaram as dificuldades para adquirir componentes e matérias-primas por falta desses itens no mercado: de 20% para 25%.
Os custos de componentes e matérias-primas continuam pressionando o setor. 52% das empresas relataram aumento desses custos, principalmente em componentes eletrônicos, chips, memórias, placas de circuito impresso, latão e plásticos. Outros custos, como energia, água e impostos, também foram apontados por 52% dos empresários.
Apesar do cenário de incertezas, 57% das empresas preveem crescimento nas vendas/encomendas em 2026. Outras 24% esperam estabilidade e 19%, queda. Entre os fatores de preocupação estão inflação, taxas de juros elevadas, desajuste fiscal, endividamento e inadimplência, além das tensões geopolíticas e do cenário eleitoral.

