Índice ABCR apresenta queda de 0,8% em junho

Foto: Crédito: Freepik

O Índice ABCR referente a junho de 2026 apresentou queda de 0,8% na comparação dessazonalizada com maio. O índice que mede o fluxo pedagiado de veículos nas estradas é construído pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias juntamente com a Tendências Consultoria. Na comparação dessazonalizada, o resultado refletiu a queda de 1,1% nos veículos leves e queda de 0.6% em pesados.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice total avançou 1,0%, impulsionado pela alta de 3,5% no fluxo de veículos pesados e de 0,2% do segmento de leves. Nos últimos doze meses, o índice total avançou 2,2%, fruto do aumento de 2,5% de veículos leves e 2,1% de pesados.

“Em junho, o fluxo total de veículos nas praças pedagiadas da ABCR voltou a recuar na série dessazonalizada, refletindo a queda tanto no segmento de veículos leves quanto no de pesados. No caso dos leves, o movimento dá continuidade à retração observada em maio, mesmo em um mês marcado pelo feriado prolongado de Corpus Christi, tradicionalmente favorável às viagens de lazer. Apesar de fatores positivos para a demanda das famílias, como a resiliência do mercado de trabalho, o aumento da massa de renda e medidas de estímulo ao consumo e renegociação de dívidas, como o Novo Desenrola, a circulação de veículos segue pressionada por condições macroeconômicas adversas, incluindo inflação ainda elevada, crédito mais restritivo e alto nível de endividamento das famílias”, comentam os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert.

“O fluxo de veículos pesados recuou na margem em junho, devolvendo parte do avanço observado no mês anterior. Ainda assim, o segmento mantém trajetória favorável nas comparações de médio e longo prazo, indicando que o resultado recente está mais associado a uma acomodação pontual do que a uma inflexão da demanda por transporte de cargas. A atividade segue amparada pelo ritmo de escoamento da produção industrial e agropecuária, pela demanda logística e pelo avanço do comércio eletrônico, fatores que sustentam a circulação de mercadorias pelo país. Por outro lado, o ambiente operacional permanece desafiador, com custos elevados, condições de crédito mais restritivas e incertezas relacionadas aos preços dos combustíveis, elementos que podem pressionar fretes, reduzir margens e influenciar decisões de transporte nos próximos meses”, pontuam.

 

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

Empresas do RS receberão visitas de orientação sobre conformidade tributária
Início do financiamento do MOVE Brasil para entregadores e motoapps muda para o dia 27
RS é terceiro estado que mais pede pizzas em mercados no iFood
Pizzarias movimentam R$ 38 milhões, aponta VR
Índice ABCR apresenta queda de 0,8% em junho
Snowfall Barilla Cremoso com Frango e Brócolis: uma opção prática para o almoço das crianças nas férias
Uma cozinha de muitos sotaques: conheça a gastronomia do Esquina
Casa Perini lança novo Vitis Riesling e amplia portfólio de vinhos brancos
Dia do Macarrão com queijo: Mococa sugere releitura do prato para celebrar