Indicadores de mercado de trabalho: percepção sobre a renda nos últimos 3 meses, diz FGV

Foto: Foto: Correio do Povo

A décima-primeira edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho, aborda o tema da percepção sobre a renda nos últimos 3 meses. Nesse tema, os respondentes são consultados a dar sua percepção sobre como tem evoluído sua renda, se ela é suficiente para pagar as contas essenciais e depois apontam quais são as 3 maiores despesas nesse período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).

O resultado, com dados do trimestre findo em abril de 2026, mostra que a maior parte dos respondentes (70,8%) afirma conseguir pagar suas contas essenciais nos últimos 3 meses com a renda auferida no período de referência. Esse resultado é a segunda queda consecutiva, depois de três altas seguidas. Como as séries ainda são curtas e não possuem ajuste por sazonalidade, comparações na margem demandam cautela.

Em seguida, os respondentes foram convidados a apontar quais foram as 3 maiores despesas que mais impactaram no orçamento da família. A alimentação foi o item mais citado como um dos que mais pesam no orçamento das famílias, com 72,2% dos respondentes. Em seguida, duas opções registram quase um empate técnico: aluguel ou financiamento com moradia (46,5%) e contas de serviços públicos (44,9%), que considera água, eletricidade e outras. Esses foram os três itens mais citados como os principais que mais impactam o orçamento da família no período de referência.

“Os resultados positivos do mercado de trabalho nos últimos meses, resultaram no crescimento da renda dos trabalhadores. A grande maioria da pesquisa diz que vem conseguindo pagar suas contas essenciais, mas por outro lado, a segunda queda consecutiva pode estar dando sinais de um encerramento na tendência de alta observada até então. A expectativa de uma desaceleração do mercado de trabalho ao longo de 2026 deve também chegar nos dados de renda, indicando um ano mais morno, com um ritmo mais lento da evolução dos salários. Também vai ser relevante acompanhar a evolução da inflação ao longo do ano, especialmente com os desdobramentos dos conflitos e da alta do preço do petróleo, que podem impactar na percepção da renda por parte dos trabalhadores”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

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