A Getnet, fintech líder em soluções de pagamentos da América Latina e na Península Ibérica, aponta que os dados de agosto mostraram resultados mistos na atividade econômica. Nos serviços, o indicador cresceu (+3,4% m/m), recuperando o patamar visto em maio, após forte recuo em junho. Olhando a abertura do índice, ambos os indicadores de alojamento e alimentação (+2,7% m/m) e outros serviços às famílias (+1,8% m/m) contribuíram para o resultado positivo.
No varejo, o indicador ampliado avançou 0,4% m/m pelo segundo mês consecutivo; por outro lado, o restrito mostrou queda de -0,4% m/m. O desempenho negativo foi focado nos indicadores que compõem os dados restritos, como: móveis e eletrodomésticos ( -3,2% m/m) e outros artigos de uso pessoal ( -5,9% m/m), os destaques positivos ficaram para materiais de construção (+2,4% m/m) e vestuário (+5,2% m/m).
Embora os resultados positivos de agosto, continuamos observando que a política monetária contracionista está influenciando a atividade e que os estímulos fiscais iniciados no 1T26 estão perdendo o fôlego. Projetamos desaceleração da atividade no segundo semestre. IGet Serviços avança em agosto (+3,4% m/m). O segmento de serviços prestados às famílias, pelo segundo mês consecutivo, praticamente devolvendo a forte queda de junho. Na métrica interanual, o indicador continua em queda ( -1,6%a/a). Os dados referentes aos serviços de alojamento e alimentação e outros serviços às famílias tiveram resultados positivos novamente. O segmento de alojamento e alimentação cresceu +2,7% m/m. Na mesma direção, os dados de outros serviços às famílias avançaram +1,8% m/m.
Serviços crescem, e índice volta ao patamar de maio. Após forte queda em junho, os dados de serviços mostraram recuperação em julho e agosto, devolvendo o indicador ao índice semelhante visto em maio. Mesmo com resultados positivos nos últimos dois meses, a nossa leitura continua sendo que os efeitos da política monetária possam ser mais fortes nos serviços prestados às famílias, fazendo com que a atividade tenha um ritmo mais lento no segundo semestre.
Varejo avança em agosto (+0,4% m/m). O indicador mostra um crescimento no mês , sendo o segundo com resultados positivos, mas, não o suficiente para recuperar da queda de junho . Na métrica interanual, o índice continua em queda (-2,0%a/a). O índice restrito aponta para o resultado inverso, recuou -0,4% m/m, na métrica interanual o índice mostrou recuo ( -10,1% a/a).
Resultados mistos na abertura dos dados de varejo. Olhando para os segmentos que compõe m o índice restrito, supermercados (-0,8% m/m); artigos farmacêuticos ( -0,9% m/m); móveis e eletrodomésticos ( -3,2% m/m) e outros artigos de uso pessoal ( -5,9% m/m) recuaram em agosto. Já os dados de combustíveis (+1,1% m/m); e vestuário (+5,2% m/m) avançaram no mês. No IGet ampliado, continuamos vendo resiliência nos indicadores: materiais de construção (+2,4% m/m) e automóveis, partes e peças (+1,5% m/m) avançaram nesse mês. Apesar do resultado positivo no setor de serviços, em um ambiente ainda marcado por juros elevados, menor impulso fiscal e desaceleração do consumo das famílias, continuamos com a nossa leitura de um a desaceleração da atividade no segundo semestre.

