Indicador é positivo no setor de serviços e varejo tem retração

Foto: Créditos: Tania Rego Agência Brasil

A Getnet, fintech líder em soluções de pagamentos da América Latina e na Península Ibérica, divulga os resultados do índice econômico, com destaques do mês de julho. Os dados mostraram resultados mistos na atividade econômica. Nos serviços, o indicador mostrou recuperação parcial (+2,9% m/m) após forte recuo no mês passado. Olhando a abertura do índice, ambos os indicadores de alojamento e alimentação (+2,9% m/m) e outros serviços às famílias (+3,1% m/m) contribuíram para o resultado positivo.

No varejo, o indicador ampliado contraiu marginalmente -0,1% m/m; já o restrito viu queda forte, de -1,5% m/m. O desempenho negativo foi focado nos indicadores que compõem os dados restritos, com destaques negativos em: móveis e eletrodomésticos (-4,4% m/m); outros artigos (-2,1% m/m) e supermercado (-1,0% m/m), os destaques positivos ficaram para automóveis, partes e peças (+2,0% m/m) e Artigos farmacêuticos (+1,9% m/m). Os analistas seguem observando que a política monetária contracionista está influenciando os resultados de atividade e que os estímulos fiscais iniciados no 1T26 estão perdendo o fôlego. Nesse sentido, projetam desaceleração da atividade no segundo trimestre. Confira os dados:

O segmento de serviços prestados às famílias, avançou 2,8% m/m este mês, porém, não o suficiente para devolver a forte queda em junho. Na métrica interanual, o indicador continua em queda (-3,4% a/a). Os dados referentes aos serviços de alojamento e alimentação e outros serviços às famílias tiveram resultados positivos. O segmento de alojamento e alimentação apresentou aumento de +2,9% m/m. Na mesma direção, os dados de outros serviços às famílias mostram forte desempenho, crescendo +3,1% m/m.

Após forte queda no mês passado, os dados de serviços mostraram leve recuperação em julho, porém, não o suficiente para retomar aos níveis dos últimos meses. Mesmo com resultado positivo em julho, a nossa leitura continua sendo que a que a política monetária estar tendo possa uma influência mais forte nos serviços prestados às famílias e que a resiliência do mercado de trabalho e impulsos fiscais possa estar perdendo o fôlego, fazendo com que a atividade tenha um ritmo mais lento no segundo mestre.

O indicador apresenta uma queda tímida em julho, -0,1% m/m), sendo o segundo mês de queda consecutiva. Na métrica interanual, o índice continua em queda (-2,2% a/a). O índice restrito seguiu a mesma direção, porém em um rimo mais forte, e recuou -1.5% m/m, na métrica interanual o índice mostrou recuo (-9,5% a/a). Olhando para a abertura dos segmentos que compõe o índice restrito, supermercados (-1,0% m/m); outros artigos de uso pessoal (-2,1% m/m) e móveis e eletrodomésticos (-4,4% m/m) recuaram em julho. Já os dados de combustíveis (+1,7% m/m); artigos farmacêuticos (+1,9% m/m) e vestuário (+0,4% m/m) avançaram no mês. Olhando para o IGet ampliado, vemos resiliência nos indicadores: materiais de construção (+0,9% m/m) e automóveis, partes e peças (+2,0% m/m) avançaram nesse mês.

Apesar do resultado positivo no setor de serviços, mesmo com o mercado de trabalho resiliente em um ambiente ainda marcado por juros elevados, menor impulso fiscal e desaceleração do consumo das famílias, continuamos com a nossa leitura de uma desaceleração da atividade no segundo semestre.

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