Franchising gaúcho cresce 33% no semestre de 2025 e reforça peso do RS na economia nacional

O mercado de franquias do Rio Grande do Sul registrou um salto de 33% no faturamento no 1º semestre de 2025, superando R$ 7,5 bilhões e consolidando o estado entre os motores do franchising brasileiro. No período, o Rio Grande do Sul também expandiu 3,6% em número de operações, alcançando 11.031 unidades franqueadas em atividade. O desempenho local acompanha — e supera — a tendência de alta vista no País e na Região Sul.

Na Região Sul como um todo, os números também impressionam: R$ 24,3 bilhões em faturamento no primeiro semestre de 2025, um crescimento de 17%, acompanhado de uma expansão de 3,9%, alcançando mais de 36 mil operações. No Brasil, o setor movimentou R$ 135,8 bilhões no 1º semestre (+11,6% vs. 2024) e, no acumulado de 12 meses, avançou 14,4%, com faturamento acima de R$ 287 bilhões, evidenciando a resiliência e a capilaridade do modelo de franquias. Na Região Sul, o franchising somou R$ 24,3 bilhões (+17%) e cresceu 3,9% em operações, chegando a 36.066 unidades entre janeiro e junho de 2025.

O avanço expressivo no RS também reflete a recuperação sobre uma base deprimida: no 1º semestre de 2024, o estado foi severamente afetado por enchentes e inundações, com interrupções de operação, queda de fluxo em shoppings e ruas comerciais, quebras de cadeias de suprimento e adiamento de inaugurações. Em 2025, a normalização gradual de operações, a reabertura de pontos, o recalibramento de estoques e a volta do consumidor às compras presenciais contribuíram para o salto de receita, somando-se a ganhos de produtividade e a uma gestão mais conservadora de custos pelas redes.

MERCADO

O avanço de Limpeza e Conservação decorre da maior demanda por serviços recorrentes de higienização residencial e corporativa, contratos B2B mais longos e ticket médio estável, o que dá previsibilidade de caixa às redes; em Alimentação – Food Service, a combinação de reabertura plena, hábitos consolidados de delivery/retirada, cardápios mais enxutos e gestão de insumos com contratos nacionais elevou volume e margem; já em Entretenimento e Lazer, a retomada do consumo fora de casa, calendário de eventos, experiências imersivas para famílias e modelos de operação compactos em shoppings e ruas de alto fluxo impulsionaram o tíquete por visita e a taxa de ocupação das unidades.

O resultado reforça a importância econômica do Rio Grande do Sul para a região e para o País: com ecossistema diversificado — agroindústria, metalmecânico, tecnologia, saúde, turismo e serviços —, logística integrada ao Mercosul e cultura empreendedora, o estado funciona como plataforma de expansão para marcas nacionais que buscam escala no Sul e no Cone Sul, além de oferecer base sólida de fornecedores e mão de obra qualificada para redes franqueadoras.

“Os números confirmam uma retomada consistente do franchising gaúcho após o impacto das enchentes no primeiro semestre do ano passado. Crescemos acima da média regional e nacional em faturamento porque as redes profissionalizaram gestão, ajustaram operações e responderam rápido à volta do consumidor. Limpeza, alimentação e lazer puxaram a fila, sustentados por demanda recorrente e modelos mais enxutos. O cenário no estado é positivo: há confiança do investidor, infraestrutura e um pipeline robusto de novas unidades para o segundo semestre,” avalia André Belz, diretor regional.

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