O Brasil é o quinto maior destino das exportações do Chile, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão e Índia. Entre janeiro e abril de 2026, foram embarcados US$ 897 milhões (R$ 4,5 bilhões, na cotação atual) em produtos chilenos para o país. Segundo dados do ProChile — instituição do Ministério das Relações Exteriores responsável pela promoção comercial do país no exterior —, o principal destaque são os agroalimentos, itens de origem vegetal e animal, que atingiram US$ 557 milhões (R$ 2,8 bilhões) no período. Este valor representa mais de 61% das vendas chilenas ao país no primeiro quadrimestre do ano.
Pescados como salmão e truta lideram a lista dos itens mais exportados para o Brasil, com embarques avaliados em US$ 359 milhões (R$ 1,8 bilhão). Os vinhos chilenos ocupam a segunda posição, com negociações que alcançaram US$ 64 milhões (R$ 324 milhões).
As frutas frescas também têm participação nas transações comerciais entre os países, registrando um total superior a US$ 56 milhões (R$ 283 milhões) em vendas no período. No segmento das oleaginosas, as nozes tiveram um aumento nas remessas ao Brasil de quase 90% em relação ao ano anterior, enquanto as amêndoas cresceram 426%.
As vendas totais do Chile para o mercado brasileiro giram em torno de US$ 4,6 bilhões (R$ 23,3 bilhões) por ano. Atualmente, o país andino é o segundo parceiro comercial sul-americano, atrás apenas da Argentina. Em busca da expansão desse comércio bilateral, fornecedores chilenos planejam introduzir novos produtos, visando alcançar outras regiões em território brasileiro.
(*) com R7

