Entidade discute reciclagem de embalagens em evento na capital

Foto: Crédito: Freeík

A Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET) estará presente no 1º Fórum Brasileiro de Design Circular, no próximo dia 30 de setembro, em Porto Alegre, para destacar a importância do design como um dos principais impulsionadores da reciclagem de uma embalagem, após o descarte pelo consumidor. O presidente executivo da entidade, Auri Marçon, apresentará o trabalho realizado pela ABIPET nas duas pontas do processo de reciclagem: desde a orientação na fase de design da embalagem, até a atuação junto à indústria, desenvolvendo aplicações para a geração de demanda para o material reciclado. A indústria da reciclagem do PET também registrou, em 2024, um faturamento da ordem de R$ 5,66 bilhões, representando forte geração de renda para a base da pirâmide social: aproximadamente 60% desse total permanece com catadores, cooperativas e sucateiros.

Essa atuação da ABIPET, nas últimas três décadas, transformou a embalagem PET em exemplo de circularidade, fazendo com que o material seja hoje o plástico mais reciclado no Brasil e no mundo. De acordo com o 13º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, 410 mil toneladas de embalagens pós-consumo foram recicladas em 2024. O principal destino da resina reciclada – 37% do total – foi justamente a fabricação de uma nova embalagem (preformas e garrafas), utilizadas principalmente pela indústria de água, refrigerantes, energéticos e outras bebidas não alcoólicas, dentro do sistema bottle to bottle grau alimentício.

A ABIPET vem reforçando as ações que visam ampliar a reciclagem das embalagens PET no Brasil, com destaque para a atualização de suas  “Diretrizes Para a Reciclabilidade da Garrafa PET”. O documento tem o objetivo de orientar designers, equipes de marketing, engenheiros e técnicos das áreas de embalagens para bebidas e alimentos, incrementando a circularidade e tornando o produto ainda mais atrativo à logística reversa, o que valoriza as atividades de coleta e reciclagem.

“Sabemos que a reciclabilidade da embalagem começa no seu projeto, uma vez que as características do corpo, rótulo e tampa influenciam diretamente no reaproveitamento pós-consumo. Participar do 1º Fórum Brasileiro de Design Circular é uma grande oportunidade de reforçar essa mensagem e compartilhar nossa experiência, para contribuir com a importante função do designer nessa circularidade”, afirma o presidente executivo da ABIPET, Auri Marçon.

RECICLAGEM

Por serem transparentes, resistentes e seguras para o consumo e descarte, as embalagens PET são atrativas para a reciclabilidade. O processo de reciclagem começa com a separação do PET de outros materiais, limpeza e moagem das garrafas pós-consumo. Ao final dessa etapa, é obtido o que a indústria chama de flake de PET, que já podem ser usado como matéria-prima para algumas aplicações, como têxteis e químicos. Para que voltem a se tornar uma nova embalagem para uso alimentício, é necessário submeter esses flakes a processos de altíssima tecnologia e segurança, como descontaminação, desumidificação, extrusão sob vácuo e tratamentos térmicos de alta eficiência.

Como o corpo de uma embalagem de PET é constituído de apenas um tipo de polímero – o (Poli) Tereftalato de Etileno – e são injetadas em uma única camada, a reciclagem é facilitada, pois não há mistura com outros materiais. Por esse motivo, as Diretrizes mostram a importância do design para a composição com rótulos e tampas feitos de plásticos com densidades diferentes, para facilitar o processo de separação.

O uso de cores também deve ser avaliado, pois isso tem impacto direto no preço pago pelas cooperativas de catadores e recicladores pela embalagem pós-consumo. O material colorido restringe as possibilidades de utilização da resina reciclada na fabricação de outros produtos, gerando desvalorização. Daí a preferência por embalagens transparentes e translúcidas. Nas “Diretrizes Para a Reciclabilidade da Garrafa PET” ainda é recomendada a utilização de resina reciclada para a composição de uma nova embalagem, respeitando as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), no caso de processos bottle-to-bottle grau alimentício.

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