Empresa gaúcha lidera estudo ambiental de projeto piloto da Petrobras

Foto: Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Fronteira que começa a ser desbravada no mercado energético brasileiro, a eólica offshore, está ganhando contornos mais definidos com a ajuda de uma empresa gaúcha. A Arvut, consultoria especializada em Meio Ambiente e EHS, foi contratada pela Petrobras para elaborar o estudo ambiental da unidade piloto de geração eólica offshore em São João da Barra, no Rio de Janeiro, projeto inserido na estratégia da estatal de diversificação da matriz energética.

No projeto, a Arvut será responsável por uma análise ambiental completa, contemplando todas as etapas do empreendimento, do planejamento à operação, em ambiente terrestre e marítimo. O escopo inclui a caracterização detalhada do projeto, diagnóstico dos meios físico, biótico e socioeconômico, avaliação de impactos, definição de áreas de influência e risco, além da elaboração de um Plano de Gestão Ambiental para monitoramento contínuo.

O estudo será determinante para a avaliação da viabilidade socioambiental da planta piloto e deve orientar decisões técnicas e eventuais ajustes no projeto, contribuindo para mitigar riscos e garantir segurança operacional e regulatória. Pelo seu caráter aplicado, a iniciativa tende a gerar aprendizados relevantes para a evolução dos projetos offshore no país, especialmente em um cenário ainda marcado por lacunas regulatórias. “Existe hoje um ambiente de incerteza de regulação para a eólica offshore no Brasil, o que reforça a importância de uma condução técnica qualificada no licenciamento ambiental, incluindo o relacionamento com órgãos intervenientes e comunidades locais”, destaca Evandro Eifler Neto, Diretor de Engenharia e EHS da Arvut.

No cenário global, a eólica offshore figura entre os principais vetores da transição energética, com forte expansão na Europa e na Ásia. No Brasil, um fator importante de incentivo à produção desse tipo de energia, e que inclusive se aplica ao projeto do RJ, é a integração da modalidade à cadeia de óleo e gás, o que proporciona otimizações nos âmbitos tecnológico e regulatório. “Tendo em vista que o setor de óleo e gás é muito mais maduro e consolidado, a cooperação deste com o setor de eólica offshore proporciona ganhos potenciais nos aspectos de logística, operação e manutenção, com a possibilidade de compartilhamento de ativos diversos, embarcações e ainda de estruturas portuárias. Essa cooperação é facilitada pelo fato de diversas empresas do setor de óleo e gás considerarem o investimento nas eólicas offshore como parte de sua estratégia de descarbonização e diversificação de portfólio”, avalia ele.

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