Embraer inaugura escritório na Índia

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou nesta sexta-feira (17/10) da inauguração do novo escritório corporativo da Embraer em Nova Délhi. A estrutura é vista como um dos símbolos do fortalecimento da presença brasileira no mercado indiano e do aprofundamento da Parceria Estratégica entre os dois países. “Brasil e Índia são países-continente, economias guiadas pela ciência, pela inovação e por uma visão compartilhada de desenvolvimento sustentável e inclusivo”, disse o vice-presidente

“A inauguração do escritório da Embraer em Nova Délhi é um marco da presença brasileira na Índia e um símbolo da confiança mútua que une nossas duas grandes democracias”, afirmou.

Alckmin, que lidera missão oficial à Índia, foi recebido pelo presidente da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior. O evento reuniu autoridades dos dois governos, incluindo o ministro da Defesa, José Múcio, o ministro da Aviação Civil da Índia, Shri Kinjarapu Rammohan Naidu, o comandante da Aeronáutica, Marcelo Damasceno, o embaixador do Brasil na Índia, Kenneth Haczynski da Nobrega, e outras altas autoridades militares.

Para o vice-presidente, a inauguração do escritório consolida um planejamento de longo prazo de expandir a presença industrial brasileira na Índia e abre caminho para novos projetos. “Destaco o acordo estratégico entre a Embraer e a Mahindra Defense Systems, que será assinado hoje. Esse acordo prevê ações conjuntas para o desenvolvimento e a produção do cargueiro multimissão C-390 Millennium na Índia”, disse Alckmin.

A possível aquisição do C-390 pela Força Aérea Indiana representaria “um salto estratégico na relação bilateral, promovendo transferência de tecnologia, geração de empregos e ganhos de soberania para ambos os lados”, disse Alckmin. Ele mencionou o interesse crescente da aviação civil indiana pelos aviões da Embraer e as conversas com o Grupo Tata para a introdução dos E-Jets E2.

PARALELOS

O vice-presidente lembrou que, ao estimular a produção local, o adensamento tecnológico e a formação de capacidades nacionais, o programa governamental indiano “Make in India” tem paralelos importantes com a política brasileira de Neoindustrialização, que orienta a Nova Indústria Brasil. “Assim como o Make in India busca transformar a Índia em polo global de tecnologia e manufatura avançada, o Make in Brazil quer reindustrializar o país com inovação, sustentabilidade e inclusão”, destacou.

(*) com Agência Gov.Br

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