Dívida pública bruta do país atinge 76,6% do PIB em junho, aponta BC

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$47,1 bilhões em junho, ante déficit de R$40,9 bilhões no mesmo mês de 2024. Houve, no Governo Central, nos governos regionais e nas empresas estatais, déficits respectivos de R$43,5 bilhões, R$954 milhões e R$2,6 bilhões. Em 12 meses, o setor público consolidado acumulou superávit primário de R$17,9 bilhões, 0,15% do PIB, ante superávit de R$24,1 bilhões, 0,20% do PIB, acumulado até maio.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$61,0 bilhões em junho, comparativamente a R$94,9 bilhões em junho de 2024. Contribuiu para a redução, o resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$20,9 bilhões em junho de 2025 e perda de R$28,6 bilhões em junho de 2024). No acumulado em doze meses até junho, os juros nominais alcançaram R$912,3 bilhões (7,45% do PIB), comparativamente a R$835,7 bilhões (7,39% do PIB) nos 12 meses até junho de 2024.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$108,1 bilhões em junho. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$894,4 bilhões (7,30% do PIB), ante déficit nominal de R$922,0 bilhões (7,58% do PIB) em maio de 2025.

DÍVIDA

​A DLSP atingiu 62,9% do PIB (R$7,7 trilhões) em junho, elevando-se 0,9 ponto percentual do PIB no mês. Esse resultado refletiu os impactos da valorização cambial de 4,4% no mês (+0,5ponto percentual), dos juros nominais apropriados (+0,5 ponto percentual), do déficit primário (+0,4 ponto percentual), do efeito da variação do PIB nominal (-0,4 ponto percentual) e dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,2 ponto percentual). No ano, o aumento de 1,4 ponto percentual na relação DLSP/PIB refletiu, em especial, os impactos dos juros nominais (+3,4 ponto percentual), do efeito da valorização cambial acumulada de 11,9% (+1,4 ponto percentual), do superávit primário do período (-0,2 ponto percentual), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,8 ponto percentual) e da variação do PIB nominal (-2,5 ponto percentual).

A DBGG – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – atingiu 76,6% do PIB (R$9,4 trilhões) em junho de 2025, aumento de 0,5 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior. A evolução no mês foi decorrente, sobretudo, dos juros nominais apropriados (+0,7 ponto percentual), das emissões líquidas de dívida (+0,5 ponto percentual), da variação do PIB nominal (-0,5 ponto percentual) e do efeito da valorização cambial (-0,2 ponto percentual). No ano, a DBGG elevou-se 0,1 ponto percentual do PIB, em função, sobretudo, da incorporação de juros nominais (+4,3 ponto percentual). do crescimento do PIB nominal (-3,2 ponto percentual), do efeito da valorização cambial (-0,5 ponto percentual) e dos resgates líquidos de dívida (-0,5 ponto percentual).

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