O resultado primário do setor público consolidado foi deficitário em R$16,4 bilhões em fevereiro, ante déficit de R$19,0 bilhões no mesmo mês de 2025. O Governo Central e as empresas estatais registraram déficits respectivos de R$29,5 bilhões e R$568 milhões, e os governos regionais, superávit de R$13,7 bilhões. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit de R$52,8 bilhões, equivalente a 0,41% do PIB, 0,02 p.p. do PIB inferior ao déficit acumulado até janeiro.
Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$84,2 bilhões em fevereiro de 2026, comparativamente a R$78,3 bilhões em fevereiro de 2025. Contribuíram para essa evolução os aumentos do endividamento líquido, da taxa Selic e do IPCA no período, mais que compensando o menor número de dias úteis (-2) e o resultado mais favorável das operações de swap cambial (ganhos de R$7,0 bilhões em fevereiro de 2025 e de R$8,1 bilhões em fevereiro de 2026). No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$1.036,8 bilhões (8,07% do PIB) em fevereiro deste ano, comparativamente a R$924,0 bilhões (7,74% do PIB) nos doze meses até fevereiro de 2025.
O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$100,6 bilhões em fevereiro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.089,6 bilhões (8,48% do PIB), mantendo-se estável como percentual do PIB, em relação ao mês anterior.
RESULTADO
A DLSP atingiu 65,5% do PIB (R$8,4 trilhões) em fevereiro, elevando-se 0,6 ponto percentual do PIB no mês. Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos dos juros nominais apropriados (+0,7 ponto percentual), da valorização cambial de 1,5% no mês (+0,2 ponto percentual), do déficit primário (+0,1 ponto percentual), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,2 ponto percentual.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,2 ponto percentual). No ano, a DLSP apresenta crescimento de 0,3 ponto percentual do PIB, refletindo, em especial, os impactos dos juros nominais (+1,2 ponto percentual), do efeito da valorização cambial acumulada de 6,4% (+0,7 ponto percentual), do superávit primário acumulado (-0,7 ponto percentual), do crescimento do PIB nominal (-0,6 ponto percentual) e dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,3 ponto percentual).
A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 79,2% do PIB (R$10,2 trilhões) em fevereiro de 2026, aumento de 0,5 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior. A evolução no mês decorreu, principalmente, do efeito dos juros nominais apropriados (+0,7 ), da emissão líquida de dívida (+0,1 ), do efeito da valorização cambial (-0,1 ponto percentual) e da variação do PIB nominal (-0,3 ponto percentual). No ano, o aumento de 0,6 do PIB resulta principalmente da incorporação de juros nominais (+1,6 ), do crescimento do PIB nominal (-0,7 ), do efeito da valorização cambial (-0,3 ponto percentual) e dos resgates líquidos de dívida (-0,1ponto percentual).

