De 29 setores industriais analisados pela CNI, apenas 9 estão confiantes na economia do país

Foto: Crédito: FIERGS, Divulgação

Aumentou de sete para nove o número de segmentos industriais otimistas em janeiro, mostram os Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI).  Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Industria (CNI) nesta quinta-feira, 29. 20 setores, no entanto, continuam pessimistas.

“Os resultados de janeiro não trazem mudanças relevantes em relação à leitura de falta de confiança observada ao longo de 2025. A deterioração da confiança pode ser explicada pelo processo de desaceleração da economia, pela forte entrada de produtos importados, que captura parte relevante da demanda doméstica por bens industriais, e pelos efeitos dos juros elevados sobre o setor produtivo”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

Confira os setores com o menor ICEI em janeiro:

  • Metalurgia: 43,7 pontos;
  • Couros e artefatos de couro: 44,9 pontos;
  • Celulose e papel: 45 pontos;
  • Vestuário e acessórios: 45,5 pontos.

Os mais confiantes são:

  • Impressão e reprodução: 53,4 pontos;
  • Perfumaria, limpeza e higiene pessoal: 52,6 pontos;
  • Farmoquímicos e farmacêuticos: 52,4 pontos;
  • Extração de minerais não-metálicos: 51,8 pontos.

Entre as pequenas indústrias, o ICEI continuou em 47,9 pontos. Nas indústrias de médio porte, o indicador subiu 0,7 ponto, para 49 pontos. Já entre as grandes empresas, o índice subiu 0,4 ponto, para 49,5 pontos. Apesar dos avanços, todos os portes de empresa continuam abaixo dos 50 pontos, indicando que os empresários seguem sem confiança.

O cenário predominantemente pessimista também se observa no recorte por região geográfica. Única região a demonstrar confiança durante todo o ano de 2025, o Nordeste registrou a maior alta do ICEI em janeiro de 2026, com avanço de 1,4 ponto, chegando aos 55,1 pontos. Entre as indústrias localizadas no Centro-Oeste, o ICEI subiu 0,7 ponto, para 51,4 pontos.

Os empresários das demais regiões seguem sem confiança. No Sul, onde o pessimismo é mais intenso, o indicador subiu 0,6 ponto, para 46,4 pontos. No Sudeste, por sua vez, a alta foi sutil: apenas 0,1 ponto, atingindo 47,3 pontos. No Norte, a falta de confiança se aprofundou na virada do ano. O ICEI caiu de 48,8 pontos para 48,7 pontos.

 

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