Crédito ampliado ao setor não financeiro sobe 1,1%, diz Banco Central

Em agosto, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro atingiu R$ 19,7 trilhões (159,0% do PIB), com alta de 1,1% no mês, refletindo principalmente o acréscimo de 2,8% nos títulos públicos de dívida. Em 12 meses, o crédito ampliado cresceu 11,7%, com avanços nos títulos públicos de dívida (17,0%), nos empréstimos do SFN (9,7%) e nos títulos privados de dívida (17,2%).

O crédito ampliado às empresas situou-se em R$6,7 trilhões em agosto (54,0% do PIB), recuo de 0,5% no mês, ressaltando-se o decréscimo de 1,9% nos empréstimos externos, influenciado em parte pela apreciação cambial de 3,14% no período. Em 12 meses, verificou-se crescimento de 8,0%, resultado principalmente de elevações de 16,7% em títulos de dívida e de 7,2% nos empréstimos do SFN.

O crédito ampliado às famílias situou-se em R$4,5 trilhões (36,6% do PIB), com expansão no mês de 0,8%, refletindo o desempenho dos empréstimos do SFN. Em 12 meses, crescimento de 11,4%, com avanços nos empréstimos do SFN (11,1%) e nos empréstimos com outras sociedades financeiras (18,4%).

Sistema Financeiro Nacional (SFN)

​O estoque das operações de crédito do SFN aumentou 0,5% em agosto, somando R$6,8 trilhões. Esse desempenho resultou  das expansões de 0,2% e de 0,7% das carteiras de crédito às pessoas jurídicas e às pessoas físcas, respectivamente, cujos saldos situaram-se em R$2,5 trilhões e R$4,2 trilhões, na mesma ordem. Comparativamente ao mesmo período do ano anterior, o estoque das operações de crédito do SFN em agosto assinalou arrefecimento no ritmo de crescimento, com variação anual de 10,1% ante 10,8% observado em julho deste ano. Observadas as mesmas bases de comparação, as carteiras de crédito destinadas às empresas e às famílias desaceleraram, com altas de 8,7% ante 9,5% e de 11,0% ante 11,6%, na mesma ordem.

O estoque de crédito com recursos livres totalizou R$3,9 trilhões em agosto, com incremento mensal de 0,3% e de 8,8% em doze meses. O crédito livre às pessoas jurídicas diminuiu 0,1% no mês e aumentou 4,5% em doze meses, somando R$1,6 trilhão. Foram determinantes para a retração mensal do crédito livre às empresas as reduções das carteiras de capital de giro (-1,2%) e de outros crédito livres (-0,8%), atenuadas pela expansão das operações de descontos de duplicatas e outros recebíveis (0,9%).

O crédito livre às pessoas físicas cresceu 0,6% no mês e 11,9% em 12 meses, alcançando R$2,3 trilhões. Foram determinantes para esse movimento, os avanços das carteiras de crédito consignado para trabalhadores do setor privado (+8,6%), crédito consignado para trabalhadores do setor público (+1,0) e de financiamentos para a aquisição de veículos (+0,9%) .

O estoque de crédito direcionado aumentou 0,8% no mês e 12,1% em doze meses, alcançando R$2,9 trilhões. Por segmento, os saldos de crédito direcionado às pessoas jurídicas e às pessoas físicas somaram, respectivamente, R$983,5 bilhões e R$1,9 trilhão, ambos com alta mensal de 0,8% e, na mesma ordem, altas de 16,2% e 10,0% em 12 meses.

As concessões nominais de crédito do SFN somaram R$633,8 bilhões em agosto. Nas séries sazonalmente ajustadas, as concessões diminuíram 0,2% no mês, com retração de 2,3% nas operações com pessoas jurídicas e incremento de 1,5% nas operações com as pessoas físicas. Nos 12 meses acumulados até agosto, as novas contratações nominais avançaram 11,4%, com altas de 14,0% nas operações com o segmento empresarial e de 9,3% com famílias. As concessões nominais médias diárias aumentaram 7,4% em agosto, ressaltando a ocorrência de dois dias úteis a menos em relação a julho.

A taxa média de juros das novas contratações de crédito do sistema financeiro em agosto situou-se em 31,8% a.a., com altas de 0,2 ponto percentual no mês e de 4,2 pontos percentuais em 12 meses. Por segmento, as taxas médias de juros das novas operações de crédito pactuadas com pessoas jurídicas e com pessoas físicas aumentaram, na ordem, 0,1 ponto percentual e 0,2 ponto percentual no mês e 3,6 pontos percentuais e 4,3 pontos percentuais em 12 meses, situando-se, respectivamente, em 21,7% ao ano e 36,4% ao ano.

Nas operações livremente pactuadas, a taxa média de juros situou-se em 46,0% a.a. em agosto, com incrementos de 0,4 ponto percentual no mês e de 6,3 ponto percentual em 12 meses. No crédito livre às empresas, a taxa média de juros alcançou 25,2% ao ano, com avanços de 0,2 ponto percentual no mês e de 4,2 pontos percentuais em 12 meses. Foi determinante o aumento da taxa média de juros das operações de capital de giro com prazo até 365 dias (+9,6 pontos percentuais).

No crédito livre às famílias, a taxa média de juros aumentou 0,5 ponto percentual no mês e 6,6 pontos percentuais em 12 meses, situando-se em 58,4% ao ano. Esse resultado foi influenciado, principalmente, pelo aumento na taxa média das operações de cartão de crédito rotativo (+5,3 pontos percentuais).

Em agosto, o efeito da variação das taxas médias de juros (efeito taxa) foi determinante para o aumento da taxa média de juros do crédito livre às pessoas jurídicas, enquanto o efeito da variação da composição das carteiras de crédito (efeito saldo) mostrou-se mais significativo para o incremento da taxa média de crédito livre às pessoas físicas

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

ANP tem 1ª redução do diesel após início da guerra no Oriente Médio
Green Benefícios amplia faturamento de seus produtos em prefeituras
Sistema FIERGS recebe presidente da Fiesp para palestra na quarta edição do INDX
Baita Empreendedor abre inscrições em Canoas
Dalca consolida negócios internacionais com vendas para o México e Canadá
Sicoob registra R$ 430,1 bilhões em ativos em 2025
Sebrae RS leva 13 marcas gaúchas à Feira da Franquia
Receita atualiza regras de parcelamento de débitos previdenciários de municípios
Prévia da carga tributária sobe para 32,4% do PIB em 2025