Contas públicas têm déficit de R$ 33,7 bilhões em maio

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$33,7 bilhões em maio, ante déficit de R$ 63,9 bilhões no mesmo mês de 2024. O Governo Central e as empresas estatais apresentaram déficits, na ordem, de R$37,4 bilhões e R$926 milhões, e os governos regionais, superávit de R$4,5 bilhões. Em 12 meses, o setor público consolidado acumulou superávit de R$24,1 bilhões, 0,20% do Produto Interno Bruto (PIB), comparado com um déficit de R$6,0 bilhões, 0,05% do PIB, acumulado até abril. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 30, pelo Banco Central.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$92,1 bilhões em maio, comparativamente a R$74,4 bilhões em maio de 2024. Contribuíram para essa evolução os aumentos da taxa Selic e do estoque da dívida líquida no período. No acumulado em 12 meses até maio, os juros nominais alcançaram R$946,1 bilhões (7,77% do PIB), comparativamente a R$781,6 bilhões (6,95% do PIB) nos doze meses até maio de 2024.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$125,9 bilhões em maio. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$922,0 bilhões (7,58% do PIB), ante déficit nominal de R$934,4 bilhões (7,73% do PIB) em abril de 2025.

DÍVIDAS

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu 62,0% do PIB (R$7,5 trilhões) em maio, elevando-se 0,5 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados (+0,8 ponto percentual), do déficit primário (+0,3 ponto percentual), do efeito da desvalorização cambial de 0,8% no mês (-0,1 ponto percentual) e da variação do PIB nominal (-0,5ponto percentual). No ano, a DLSP também aumentou 0,5 ponto percentual do PIB, refletindo, em especial, os impactos dos juros nominais (+2,9 ponto percentual), do efeito da valorização cambial acumulada de 7,8% (+0,9 ponto percentual), do superávit primário do período (-0,6 ponto percentual), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,6 ponto percentual) e da variação do PIB nominal (-2,2 ponto percentual).

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) – que compreende o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – atingiu 76,1% do PIB (R$9,3 trilhões) em maio de 2025, com aumento de 0,2 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior. A evolução no mês foi decorrente sobretudo dos juros nominais apropriados (+0,8 ponto percentual) e da variação do PIB nominal (-0,6ponto percentual). No ano, a DBGG teve redução de 0,4 ponto percentual do PIB, decorrente, principalmente, do crescimento do PIB nominal (-2,7 ponto percentual), dos resgates líquidos de dívida (-1,0 ponto percentual), do efeito da valorização cambial (-0,3 ponto percentual.) e da incorporação de juros nominais (+3,7 ponto percentual).

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