Consignado CLT repassa 2,3 milhões de contratos antigos e supera R$ 82 bi em empréstimos

O empréstimo consignado para trabalhador com carteira assinada do setor privado já transferiu 2,3 milhões de contratos antigos para a plataforma Crédito do Trabalhador. Segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o valor transferido até agora é de R$ 37 bilhões. Mas ainda falta 1 milhão de contratos. Com isso, o total registrado pela plataforma chegou a R$ 82,1 bilhões em empréstimos, desde o início do programa em 21 de março. Já são 12.238.169 contratos, beneficiando 7.152.761 trabalhadores, com juros médios ao mês de 3,07%. A média de empréstimo por trabalhador é de R$ 11.481,29.

O Crédito do Trabalhador, também chamado de consignado CLT, é um empréstimo descontado em folha de pagamento, com juros mais baixos. Ele substituiu o consignado para funcionários do setor privado, criado em 2005, que era disponível para aqueles cujas empresas tinham convênios com os bancos.

“Até o momento já foram migrados de contratos antigos de consignados R$ 37 bilhões, representando 2,3 milhões contratos. Ainda falta migrar 1 milhão de contratos, mas com valores baixos”, afirma o ministério em nota. A plataforma permite que os trabalhadores façam a portabilidade sem sair de casa, por meio do celular.

Empréstimos mensais ao trabalhador do setor privadoArte/R7

MIGRAÇÃO

Desde 21 de agosto, começou a transferência de 4 milhões de contratos antigos para a plataforma do Crédito do Trabalhador. Segundo a Dataprev, empresa de dados do governo federal, a portabilidade e o refinanciamento dos contratos passam a ser feitos diretamente pela Carteira de Trabalho Digital. Com isso, os contratos migrados poderão ser transferidos para outros bancos que ofereçam condições mais vantajosas de juros, o que deve estimular uma nova redução nas taxas, afirma o ministério.

Como funciona

  • No aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador autoriza o compartilhamento de seus dados (como CPF, tempo de empresa e margem disponível).
  • Em até 24 horas, instituições financeiras enviam ofertas de crédito;
  • O trabalhador escolhe a melhor proposta, com juros menores;
  • As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento;
  • Até 35% da renda mensal podem ser comprometidos com o empréstimo.
  • No momento da solicitação, o trabalhador pode optar por autorizar o uso de 10% do FGTS como garantia, 100% da multa rescisória ou outras garantias.
  • Caso o trabalhador desista do empréstimo, ele tem 7 dias corridos, a partir do recebimento do crédito, para devolver o valor total recebido das instituições financeiras.

Como pedir a portabilidade

  • Verificar se o banco de destino oferece o novo consignado para CLT;
  • Pedir a portabilidade nos canais digitais da instituição (site ou aplicativo);
  • Desde 21 de agosto, portabilidade também pode ser pedida no aplicativo Carteira de Trabalho, com migração gradual até novembro;
  • A nova instituição quita a dívida anterior e assume o crédito automaticamente, com os juros e os prazos da nova linha.

(*) com R7

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