Confiança da Construção recuou em junho, diz FGV

Foto: Crédito: Divulgação/CNI

O Índice de Confiança da Construção (ICST) do FGV IBRE caiu 0,9 ponto em junho, para 91,7 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice decresceu 0,6 ponto, para 92,3 pontos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). Com algumas oscilações, nesses primeiros seis meses de 2026, prevaleceu o sentimento de pessimismo moderado com o ambiente corrente de negócios.

“A forte elevação dos preços dos insumos, que afetou o orçamento das obras a partir de março, foi um fator que contribuiu para esse pessimismo. A maioria das empresas apontou redução do ritmo da atividade desde dezembro. De todo modo, a já recorrente falta de trabalhadores permaneceu como o quesito que mais limitou o crescimento dos negócios, o que sugere que o setor continua operando em ritmo forte. Vale destacar também que houve avanço nas expectativas referentes à demanda esperada para os próximos meses. Seguindo esse movimento, as empresas apontam que o mercado de trabalho setorial permanecerá aquecido”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

O movimento do Índice de Confiança da Construção (ICST) em junho foi influenciado exclusivamente pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST). O ISA-CST recuou 1,7 ponto, alcançando 90,6 pontos, enquanto o IE-CST se manteve estável em 92,9 pontos. Dentro dos componentes do ISA, a Situação Atual dos Negócios registrou 88,8 pontos, com um diferencial comparado ao mês anterior de -2,2 pontos. Já a Carteira de Contratos chegou a 92,6 pontos, apresentando um diferencial de -1,2 ponto em relação ao mês anterior.

Entre os componentes do IE-CST, a Demanda Prevista registrou 95,0 pontos, recuando 0,7 ponto em relação ao mês anterior. Em contrapartida, a Tendência dos Negócios avançou para 90,8 pontos, crescendo 0,7 ponto comparado ao mês anterior.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção recuou 0,4 ponto percentual, para 77,0%. O NUCI de Mão de Obra manteve-se estável em 78,7% enquanto o de Máquinas e Equipamentos recuou 0,4 p.p para 71,9%.

Na comparação com dezembro de 2025, o ICST registrou leve alta de 0,5 ponto. Apesar da aparente estabilidade, o resultado reflete dinâmicas distintas entre os segmentos: Edificações e Serviços Especializados contribuíram para uma percepção mais negativa do ambiente de negócios, enquanto o segmento de infraestrutura, ao ampliar sua confiança, reforça o bom momento dos investimentos na área.

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