Começa nesta terça a quinta reunião de 2025 do Copom para decidir sobre a taxa de juros do país

Foto: Crédito: Raphael Ribeiro/ Banco Central

Começa na manhã desta terça-feira 29, a quinta reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que vai decidir pela nova taxa de juros brasileira, a taxa Selic. No último encontro, o Copom elevou a Selic de 14,75% para 15% ao ano e sinalizou que interromperia as seguidas elevações que aconteciam desde setembro de 2024 para analisar os impactos acumulados do ciclo. O colegiado enfatizou que seguiria “vigilante”.

A principal dúvida sobre o futuro será definir se incorpora as consequências da tarifa de 50% sobre exportações brasileiras prometida pelo presidente dos EUA, Donald Trump a partir da próxima sexta-feira, 1º, e a adoção do patamar 2 nas contas de luz de agosto. Isso representará um aumento da inflação?

“A decisão do Copom é de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano no comunicado da próxima quarta-feira,30. Os investidores vão se atentar ao comunicado da decisão. O tom deve se manter duro, embora o Copom tenha argumentos para relaxar. A valorização do real e a queda do preço das commodities estão gerando nos últimos meses deflação nos índices ao produtor, o que pode contribuir para uma menor inflação ao consumidor nos próximos meses. Além disso, a atividade econômica está desacelerando, como aponta o recuo de 0,7% do IBC-Br de maio”, diz Leandro Manzoni, analista da plataforma Investing.com.

Os últimos discursos dos membros do colegiado, de enfatizar que a responsabilidade da autoridade é levar a inflação corrente para o centro da meta de 3% ao ano, devem levar o comunicado a um tom duro. Apesar de que as últimas edições do Boletim Focus tenham apontado uma leve e lenta redução na desancoragem das expectativas de inflação, os números anualizados ainda estão acima do teto de 1,5 ponto percentual acima do centro da meta, especialmente a inflação de serviços.

A resiliência do mercado de trabalho é outro fator que deve ser enfatizado pela autoridade monetária para que ela se mantenha “vigilante”. Isso sem contar a incerteza fiscal e a bagunça tarifária de Trump. A ameaça de tarifas de 50% das exportações brasileiras aos EUA, que podem ter vigência iniciada na próxima sexta-feira, talvez pouca seja mencionada, com um parágrafo apenas apontando que o Copom está monitorando os seus desdobramentos no nível de preços e na atividade econômica.

“Resta saber se o trecho “não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste [de alta] caso julgue apropriado” será mantido. Apesar da moderação na atividade e a menor desancoragem das expectativas, o Copom deve se agarrar às inflações anualizadas cheias acima do teto de tolerância da meta de inflação e o mercado de trabalho resiliente para manter este trecho no documento”, comenta Manzoni.

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