A Casa dos Ventos prevê iniciar entre junho e julho de 2027 as obras de um parque eólico de 750 megawatts (MW) de capacidade instalada em Dom Pedrito, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O projeto, que está em fase final de ajustes para a obtenção da licença de instalação junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), representa um investimento estimado em R$ 4 bilhões e deverá ampliar em cerca de 40% a capacidade eólica atualmente instalada no Estado.
Alguns detalhes do empreendimento foram discutidos nesta quarta-feira, 141, durante reunião realizada na 93ª Farm Show de Dom Pedrito, no Parque de Exposições Juventino Corrêa de Moura. O encontro reuniu representantes da Casa dos Ventos, da Prefeitura de Dom Pedrito e do Sindicato Rural do município e teve como objetivo esclarecer dúvidas e alinhar aspectos relacionados à implantação do projeto.
“Estamos muito felizes com essa reunião. Dom Pedrito tem nos recebido de braços abertos desde o primeiro momento, seja pelo sindicato, seja pela prefeitura”, afirmou o gerente executivo de Desenvolvimento de Negócios da Casa dos Ventos, Vicente Ferrer. Segundo ele, a empresa vê na combinação entre a força do agronegócio local e o potencial dos ventos da região uma oportunidade de desenvolvimento.
O executivo destacou que o projeto já possui conexão assegurada ao sistema elétrico e está na etapa final de ajustes ambientais e de planejamento com o município. “Estamos correndo, mas tudo dentro do planejado. Tenho certeza de que será um projeto de muito sucesso”, disse.
CONTRATAÇÃO
Segundo Ferrer, o parque será equipado com aerogeradores de tecnologia avançada, com torres de maior altura, aproveitando a característica dos ventos da região, que ganham intensidade conforme aumenta a altitude. A proposta, de acordo com o executivo, é obter maior eficiência energética e, ao mesmo tempo, reduzir a ocupação territorial. “Entendemos o valor da terra aqui e queremos impactar o menos possível. Estamos tomando bastante cuidado com isso”, afirmou.
A Casa dos Ventos também pretende priorizar a contratação de trabalhadores da própria região. A estimativa é de aproximadamente 3 mil colaboradores no pico das obras, em um processo que será escalonado ao longo da implantação. A empresa trabalha com a meta de que pelo menos 50% da mão de obra seja local. Conforme Ferrer, os projetos anteriores da companhia registraram média de 60% de trabalhadores da região. “Existem programas específicos justamente para aproveitar essa mão de obra, capacitá-la, seja para nossos projetos, futuras expansões ou para outros projetos da região. Isso está dentro do nosso planejamento”, explicou.
Com 750 MW de capacidade instalada, o empreendimento será, segundo a Casa dos Ventos, o maior projeto eólico do Rio Grande do Sul. Ferrer ressaltou a experiência da empresa no setor, especialmente na implantação de empreendimentos no Nordeste brasileiro. “Um a cada três projetos eólicos do Brasil passou pela Casa dos Ventos. Sabemos o que estamos fazendo”, afirmou.
Para o executivo, a reunião em Dom Pedrito representa uma nova etapa na construção da relação com o território. “Nosso modo de trabalho é a escuta e a construção conjunta. Tenho certeza de que vamos chegar à melhor solução para construir esse parque com o mínimo de impacto possível para os agricultores da região”, concluiu.

