Na passagem de 2023 para 2024, o número de viagens sem pernoite (4,7 milhões) diminuiu 6,0%. O número de viagens com pernoites (15,8 milhões) cresceu 1,8%. Houve pernoites em 76,9% das viagens, contra 75,5% das viagens de 2023. Os dados são do módulo de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados hoje, 2.
As viagens com 2 ou 3 pernoites foram as mais frequentes, com 5,9 milhões de viagens em 2024, o que equivale a 28,7%. A quantidade de viagens dos grupos com mais pernoites apresentou os maiores crescimentos relativos, com destaque para o grupo de viagens com 6 ou 7 pernoites, cujo crescimento foi de 9,4% de 2023 para 2024, seguido do número de viagens com 11 a 15 pernoites, que cresceu 8,7%, e das viagens de 16 ou mais pernoites, que apresentou um crescimento de 6,9%.
A casa de amigo ou parente foi o local de hospedagem preferido em todos os anos avaliados. Em 2024, das 20,6 milhões de viagens realizadas, 40,7% tiveram hospedagem em casa de amigo ou parente. Em segundo lugar ficaram os hotéis e resorts, com 18,8%. Os imóveis por temporada, inclusive aqueles por aplicativo de Internet, alcançaram 5,2% das viagens. Já as pousadas foram utilizadas em 5,9% das viagens. Apenas em 3,2% das viagens a hospedagem aconteceu em imóvel próprio.
O motivo da viagem diferenciou o tipo de hospedagem. As viagens profissionais concentraram suas hospedagens em hotel, resort ou flat (42,9%); nas viagens de cunho pessoal, este percentual foi de 14,7%. A maior frequência de hospedagem das viagens pessoais se deu em casa de amigo ou parente, que atingiu 45,4% do total de viagens com finalidade pessoal. Das viagens profissionais, 13,2% tiveram hospedagem em casa de amigo ou parente.
O percentual de viagens com estada em casa de amigo ou parente se reduziu conforme aumentou o rendimento das pessoas. Para aqueles que viviam com menos de meio salário mínimo, este percentual foi de 44,7%, ao passo que, para aqueles com 4 ou mais salários mínimos, foi de 33,0%. Quando observamos o imóvel próprio como hospedagem, o percentual entre aqueles com menos de meio salário mínimo foi de 1,2%; entre aqueles com 4 ou mais salários mínimos, este percentual chegou a 4,9%.
A mesma tendência se repetiu quando o local de hospedagem foi hotel, resort ou flat, variando de 4,3% para aqueles com menos de meio salário mínimo, a 37,0%, quando o rendimento domiciliar per capita foi de 4 ou mais salários mínimos.
| Viagens realizadas pelos moradores dos domicílios no período de referência dos últimos três meses, por classes de rendimento mensal domiciliar per capita e principal local de hospedagem |
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| Principal local de hospedagem | Total | Menos de 1/2 salário mínimo | 1/2 a menos de 1 salário mínimo | 1 a menos de 2 salários mínimos | 2 a menos de 4 salários mínimos | 4 ou mais salários mínimos |
| Hotel, resort ou flat | 18,8 | 4,3 | 7,8 | 14,5 | 24,5 | 37 |
| Pousada | 5,9 | 3,4 | 4 | 5,9 | 7,2 | 7,5 |
| Casa de amigo ou parente | 40,7 | 44,7 | 44,1 | 43 | 39,8 | 33 |
| Imóvel próprio | 3,2 | 1,2 | 1,6 | 2,9 | 4,5 | 4,9 |
| Imóvel por temporada ou AirBnB | 5,2 | 2,4 | 3,1 | 4,7 | 6,4 | 8,1 |
| Outro | 26,2 | 44,1 | 39,5 | 28,9 | 17,6 | 9,5 |
| Fonte: IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 2019 (3º trimestre), a partir de 2020 (acumulado de segundas visitas). | ||||||

