Captação líquida dos fundos fica negativa em julho, diz Anbima

Foto: Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A indústria de fundos registrou resgate líquido de R$ 25,3 bilhões em julho, ante captação líquida de R$ 29,5 bilhões no mês anterior. Os dados são da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Ainda assim, no acumulado do ano, o saldo permanece positivo, com o setor acumulando entradas líquidas de R$ 208,8 bilhões.

Entre todas as categorias de fundos, apenas os ETFs (fundos de índice), FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) mantiveram fluxo positivo de recursos, na contramão do movimento observado na maior parte da indústria. Os ETFs registraram captação líquida positiva de R$ 1,5 bilhão em julho. No acumulado do ano, o saldo positivo chega a R$ 34,1 bilhões, o maior da série histórica do segmento iniciada em 2006. O montante já supera em 47% toda a captação líquida registrada pelos ETFs em 2025, no total de R$ 23,2 bilhões.

Os FIPs, por sua vez, registraram captação líquida de R$ 986,2 milhões em julho, enquanto os Fiagros tiveram entrada líquida de R$ 755 milhões. No acumulado de 2026, os dois segmentos exibem captação positiva de R$ 36,8 bilhões e R$ 6,2 bilhões, respectivamente.

“Os resultados de ETFs, FIPs e Fiagros evidenciam movimentos importantes para a indústria. O recorde de captação dos ETFs mostra o amadurecimento desse produto, com uma demanda cada vez maior dos investidores por instrumentos que combinam diversificação, liquidez e baixo custo. Já o desempenho de FIPs e Fiagros reforça a relevância desses veículos na alocação de recursos para empresas e setores estratégicos da economia”, afirma Pedro Rudge, diretor da Anbima.

RENDA FIXA

Na outra ponta, os fundos de renda fixa e multimercados foram os que mais contribuíram para o resultado negativo da indústria no mês. Os fundos de renda fixa registraram resgates líquidos de R$ 19,8 bilhões em julho, pressionados principalmente pelos produtos do tipo duração baixa soberano, que investem integralmente em títulos públicos federais. Eles responderam por saídas de R$ 17,7 bilhões.

Já os multimercados, tiveram resgates líquidos de R$ 5,6 bilhões no mês, uma desaceleração em relação às retiradas de R$ 11,2 bilhões observadas em junho. O resultado foi influenciado sobretudo pelos fundos do tipo livre, que registraram saídas de R$ 4,2 bilhões. No acumulado do ano, os multimercados registram captação líquida negativa de R$ 12,2 bilhões.

Entre os fundos de ações, os do tipo livre também lideraram os resgates, com retirada líquida de R$ 2 bilhões em julho. Considerando todas as estratégias, a categoria encerrou o mês com saída líquida de R$ 1,4 bilhão e acumula resgates de R$ 8 bilhões em 2026. Também tiveram saldo negativo os fundos de previdência, os fundos cambiais e os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), com resgates de R$ 1 bilhão, R$ 529,2 milhões e R$ 258,6 milhões, respectivamente.

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

Brasil é o segundo país que mais cresce em produção de veículos desde janeiro, diz Anfavea
Captação líquida dos fundos fica negativa em julho, diz Anbima
El Niño e guerras devem gerar aumento global no preço dos alimentos nos próximos meses
Retiradas da poupança superam depósitos em R$ 7,15 bilhões em julho
Dia dos Pais: arroz de costelinha é sugestão de receita para reunir a família ao redor da mesa
KFC aposta na celebração em família para o Dia dos Pais com combo especial para compartilhar
Dia dos Pais: Vigor ensina a montar a tábua de queijos perfeita para impressionar no almoço de domingo
Dia da Cerveja (07/08): celebre a data com a Costelinha Suína na Cerveja do Divino Fogão
Mais de 800 jovens se formam no Programa da Junior Achievement RS