Aluguéis em Porto Alegre têm alta de 3,36% em 12 meses, aponta FGV

Foto: Crédito: Getty Images/iStockphoto

O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) de agosto de 2026 registrou alta de 0,29%. A variação acumulada em 12 meses ficou praticamente estável saindo de 5,08% em julho de 2026 para 5,09% em agosto de 2026. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 08, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGVIbre). “O IVAR Brasil encerrou agosto sustentando o processo de moderação que já vinha se desenhando desde o pico observado no fim de 2025, com a taxa em 12 meses recuando de patamares acima de 8% para o intervalo em torno de 5%, num movimento consistente com a menor pressão de demanda por locação residencial diante do arrefecimento gradual da atividade e do custo de crédito ainda elevado. Esse quadro nacional de acomodação, no entanto, convive com dinâmicas locais bastante distintas: Belo Horizonte segue na contramão, com reajustes ainda em aceleração e evidenciando um mercado de locação mais apertado, possivelmente refletindo restrições de oferta”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE. Em agosto de 2026, o IVAR registrou alta mensal dos aluguéis em três das quatro capitais pesquisadas. Em Belo Horizonte, os preços avançaram 1,05%, a maior variação entre as capitais. Em São Paulo, os aluguéis subiram, em média, 0,30%, enquanto no Rio de Janeiro o aumento foi de 0,24%. Por fim, Porto Alegre foi a única capital a apresentar queda, com recuo de 0,14% nos preços de locações residenciais. ACELERAÇÃO A leitura interanual do aluguel residencial ganhou fôlego em duas das quatro capitais analisadas. Belo Horizonte liderou a aceleração, com a taxa em 12 meses saltando de 7,77% em julho para 8,47% em agosto de 2026. Em São Paulo, a taxa de variação passou de 4,33% para 4,58% no mesmo período. Entre as capitais que desaceleraram, Porto Alegre mostrou ajuste mais intenso, com a taxa em 12 meses suavizando de 4,12% para 3,36%. Já Rio de Janeiro seguiu na mesma direção, mas com movimento próximo da estabilidade, com desaceleração de 0,03 pontos percentuais, com a taxa saindo de 6,40% para 6,37%.

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