Falta de dinheiro deixou 24,6 milhões de domicílios sem viajar

Foto: Crédito: Roberto Castro/MTur

Em 2024, a pesquisa revelou que em 62,8 milhões de domicílios não houve viagem. Se por um lado houve desinteresse, falta de necessidade ou outro motivo para os moradores de 19,0 milhões de domicílios, por outro, a demanda por viagens nos outros 43,7 milhões de domicílios foi reprimida pela falta de dinheiro, tempo, saúde ou por terem outra prioridade. Os dados são do módulo de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados hoje, 2.

A falta de dinheiro foi o motivo mais frequente, declarado por 24,6 milhões de domicílios (39,2%), seguida por 12,0 milhões por falta de tempo (19,1%). Na análise por rendimento, a falta de dinheiro foi superior à média brasileira em dois estratos: em 55,3% dos domicílios com menos de meio salário mínimo per capita e em 44,5% dos domicílios com rendimento de meio a menos de 1 salário mínimo. No grupo com 4 ou mais salários mínimos, em apenas 11,4% não houve viagem por não ter dinheiro.

Por outro lado, entre os domicílios que registraram viagem, apenas 11,3% pertenciam ao grupo de rendimento mensal domiciliar per capita inferior a meio salário mínimo. Este grupo representa pouco mais que um quinto dos domicílios pesquisados. Já o grupo de domicílios com rendimento per capita de 4 ou mais salários mínimos, que eram 7,4% do total de domicílios, representaram 17,5% dos domicílios em que houve ocorrência de viagem. Os domicílios com rendimento de 2 a menos de 4 salários mínimos eram 13,9% do total e representaram 21,4% dos domicílios em que houve viagem de algum morador.

O analista da pesquisa, William Kratochwill, comenta que, em 2024, houve aumento no rendimento domiciliar per capita. “Entretanto, isso não se refletiu na distribuição do número de viagens. Ou seja, apesar da diminuição das desigualdades, as viagens continuam concentradas no estrato da população com maior renda”.

O percentual de ocorrência de viagem em cada grupo foi diretamente proporcional ao rendimento. O grupo de domicílios com rendimento domiciliar per capita de 4 ou mais salários mínimos teve ocorrência de viagem de algum morador em 45,7% de seus domicílios, sendo o grupo de maior incidência. A taxa de ocorrência de viagem nos domicílios com rendimento domiciliar per capita menor que meio salário mínimo foi de 10,4%, ou seja, em aproximadamente 90% dos domicílios nesta faixa de rendimento per capita não houve ocorrência de viagem.

A falta de tempo foi o motivo mais indicado nos domicílios com maiores rendimentos, ocorrendo em 33,2% dos domicílios com mais de 4 salários mínimos e em 31,4% dos domicílios com 2 a menos de 4 salários mínimos de rendimento domiciliar per capita. Para o grupo de menor rendimento, em 7,4% dos domicílios foi alegada a falta de tempo para não haver viagem.

LAZER

Em 2024, 85,5% das viagens realizadas eram pessoais, enquanto 14,5% tinham finalidade profissional. O percentual pouco se alterou em relação ao ano anterior, quando 85,8% eram pessoais e 14,2%, profissionais. Entre as viagens profissionais, 84,7% eram para negócio ou trabalho e 11,8% para eventos e cursos para desenvolvimento profissional.

Entre as viagens pessoais, as que tinham como motivo o lazer foram as mais frequentes em 2024, com 39,8%, frente a 38,5%, em 2023, e 32,8%, em 2020. Já visitas ou eventos de familiares e amigos foram o segundo principal motivo para viagens pessoais. Elas foram maiores em 2020, com 38,6%, caindo ao longo dos anos apurados. Em 2023, foram 33,0% do total das viagens pessoais, e, em 2024, esse número caiu para 32,2%.

Tratamento de saúde ou consulta médica foi a finalidade pessoal que manteve uma estabilidade em relação às pesquisas anteriores. Em 2024, a porcentagem era de 20,1%; em 2023, 20,0%, em 2021, 19,9%. “Esse número está estável. Acredito que chegou a um nível que é o que a sociedade demanda para viajar para cuidados de saúde”, analisa Kratochwill.

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