Confiança do industrial gaúcha registra terceira queda consecutiva, mostra FIERGS

Foto: Crédito: CNI/José Paulo Lacerda

A confiança do industrial gaúcha caiu em setembro, marcando a terceira retração mensal consecutiva. O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (Icei-RS), divulgado em pesquisa do Sistema FIERGS nesta terça-feira, 16, registrou 42,7 pontos – queda de 1,4 ponto em relação a agosto e o resultado mais baixo desde junho de 2020, no auge da pandemia de coronavírus, quando registrou 42 pontos.

Com o desempenho de setembro, o índice completa 10 meses consecutivos abaixo de 50 pontos, patamar que indica pessimismo disseminado entre os industriais. O Icei-RS sintetiza a percepção dos empresários gaúchos sobre as condições atuais e as expectativas em relação à economia brasileira e às próprias empresas. Pela metodologia do levantamento, resultados abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança, e valores acima de 50 pontos indicam otimismo e confiança.

COMPONENTES DO ICEI-RS

O Índice de Condições Atuais, que integra o Icei-RS, também caiu em setembro, para 38,9 pontos – o menor nível desde julho de 2020, quando registrou 35 pontos –, frente aos 40,8 em agosto. O Índice de Condições Atuais da Economia Brasileira subiu de 31,9 para 32,7 pontos no período – resultado considerado ainda muito negativo.

Em setembro, 57,3% dos industriais gaúchos percebem deterioração da economia brasileira, enquanto apenas 1,3% enxergam melhora. Já o Índice de Condições Atuais das próprias empresas também recuou, de 45,3, em agosto, para 42 pontos, em setembro.

O Índice de Expectativas, que mede as projeções dos industriais para os próximos seis meses, ficou em 44,6 pontos em setembro, 1,1 ponto abaixo do mês anterior (45,7). Esse pessimismo em relação ao futuro é o maior desde maio de 2020, quando as expectativas registraram 35,7 pontos. O Índice de Expectativas da Economia Brasileira subiu ligeiramente, de 35,6 para 36,3 pontos. Ainda assim, 50,3% dos empresários demonstram pessimismo em relação à economia do país, enquanto apenas 8,9% esperam melhora.

Pela primeira vez desde maio de 2024 (47,7 pontos), quando ocorreram as enchentes, os industriais também se mostram pessimistas sobre o futuro de suas próprias empresas. O índice recuou de 50,7, em agosto, para 48,7 pontos. Em toda a série histórica, que começou em janeiro de 2010, esse índice só registrou pessimismo em 20 meses, sempre em períodos de crises como pandemia, enchentes de 2024 e recessão de 2014-2016.

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