Um levantamento do Citi com 73 participantes, divulgado pelo Valor, mostra a diferença entre os cenários imaginados pelos investidores. O ponto central é a assimetria: a vitória esperada ainda poderia gerar ganhos, mas a surpresa teria potencial para uma correção maior. A leitura do Citi, também apresentada pela Exame, é que ainda existe espaço para redução do prêmio de risco brasileiro.
Isso não significa que uma alta esteja garantida com Flávio. Ao Money Times, Juliano Custódio, presidente-executivo da EQI, apresentou a visão contrária: espera queda da Bolsa qualquer que seja o vencedor, porque considera que o mercado já antecipou boa parte da melhora e terá de enfrentar o custo das promessas e do ajuste.

A análise de Gabriel Diniz Junqueira, gestor da Santa Fé Investimentos, em publicação no X, ilustra a mesma assimetria por outro caminho. Seu exercício estima alta de 1,5% a 2,9% do Ibovespa numa vitória apertada de Flávio e queda de 6,9% a 13,9% numa vitória apertada de Lula.
Na abertura de segunda-feira (26), importará quanto o resultado surpreende as posições existentes. Uma vitória de Flávio pode desencadear novas compras e encerramento de proteções; uma vitória de Lula pode levar à desmontagem de apostas montadas após o primeiro turno. A intensidade dependerá também dos discursos, das primeiras sinalizações econômicas e do exterior.
Mesmo uma queda da volatilidade após a definição pode produzir perdas em opções. O desaparecimento de parte da incerteza reduz o valor do seguro: acertar a direção da Bolsa não assegura ganho no contrato.

