RS tem alta de 11,7% na busca das empresas por crédito, aponta Serasa Experian

Foto: Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Todas as Unidades Federativas (UFs) da região Sul registraram crescimento na busca das empresas por crédito no acumulado dos últimos 12 meses até março. Os dados são do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Entre os estados, Rio Grande do Sul apresentou variação de 11,7%, seguido por Paraná (11,3%) e Santa Catarina (7,7%).

No cenário nacional, a busca das empresas brasileiras por crédito registrou crescimento de 10,5% no acumulado dos últimos 12 meses até março. Na análise por porte, as micro e pequenas empresas (MPEs) registraram variação de 10,6%, a mais elevada entre os grupos analisados. Na sequência, aparecem as médias empresas (7,5%) e as grandes (6,2%). Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o avanço no acumulado em 12 meses sinaliza uma recomposição mais consistente da demanda empresarial por crédito.

“Esse recorte é importante porque reduz o peso de oscilações pontuais e permite observar melhor a direção do mercado. O que os dados mostram é uma procura mais disseminada e persistente, em um momento em que as empresas ainda convivem com custo financeiro elevado e maior rigor na concessão. Isso indica que o crédito segue cumprindo um papel relevante na gestão de caixa e no planejamento das companhias, mas também reforça a necessidade de uma avaliação criteriosa sobre capacidade de pagamento, qualidade da demanda e finalidade do recurso contratado”, analisa.

PORTE DE EMPRESAS

Na análise por porte, as micro e pequenas empresas registraram a maior alta na busca por crédito, movimento que reforça a maior dependência desse grupo em relação ao financiamento para sustentar o dia a dia da operação. “Para as MPEs, o crédito tende a ser mais determinante para preservar capital de giro, recompor estoques e manter o funcionamento do negócio. Ao mesmo tempo, esse é justamente o grupo que costuma enfrentar mais barreiras de acesso, seja pela menor disponibilidade de garantias, seja pela maior dificuldade de apresentar informações financeiras estruturadas. Do ponto de vista dos credores, esse cenário exige uma análise ainda mais granular, porque equilibrar expansão da carteira e controle de risco se torna essencial em um ambiente de inadimplência elevada”, avalia Camila.

Na análise por setores, todas as categorias apresentaram crescimento no período. O setor de “Serviços” registrou a maior variação do período, com avanço de 15,7%, seguido por “Agropecuária” (11,4%), “Indústria” (8,8%) e “Comércio” (6,5%).

Na análise por Unidades Federativas (UFs), a procura empresarial por crédito apresentou crescimento em todo o país ao longo dos últimos 12 meses, ainda que com intensidades distintas entre os estados. As maiores variações foram registradas em Mato Grosso do Sul (24,3%), Roraima (23,7%) e Amazonas (20,2%). Na sequência, também se destacaram Mato Grosso (16,7%) e Paraíba (16,5%). Na outra ponta, os menores crescimentos foram observados em Pernambuco (4,6%), Espírito Santo (7,1%) e Santa Catarina (7,7%).

Na comparação anual, a demanda por crédito das empresas cresceu 12,1% em março de 2026 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Entre os portes, as micro e pequenas empresas registraram variação de 12,3%, seguidas pelas grandes empresas (9,0%) e pelas médias empresas (1,5%). Na análise por setores, a “Agropecuária” apresentou a maior variação (24,1%), seguida por “Serviços” (15,1%), “Comércio” (10,4%) e “Indústria” (8,0%).

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