Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, à exceção da classe de renda muito baixa, todos os demais segmentos pesquisados registraram desaceleração inflacionária em relação a março. Enquanto a inflação das famílias de renda muito baixa avançou de 0,85% em março para 0,92% em abril, a taxa observada no segmento de renda alta recuou de 0,85% para 0,24% no mesmo período.
Por certo, mesmo diante de uma alta menos intensa dos alimentos no domicílio, os reajustes mais fortes dos preços da energia elétrica e dos produtos farmacêuticos, em abril, explicam esta aceleração da inflação para a classe de renda mais baixa. Em contrapartida, a melhora no comportamento do grupo transportes, refletindo os aumentos menos expressivos dos combustíveis e as deflações das tarifas de ônibus urbano, transporte por aplicativo e das passagens aéreas, explicam grande parte do alívio inflacionário observado, em abril, para as demais classes, especialmente, para a de renda alta. Com a incorporação do resultado de abril, no primeiro quadrimestre do ano, a classe de renda baixa é a que apresenta a maior taxa de inflação (2,66%), enquanto a taxa menos elevada é apontada pela faixa de renda alta (2,44%). No acumulado em doze meses, no entanto, as famílias de renda muito baixa seguem registrando a menor variação (3,83%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a maior taxa (4,95%).


