O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta terça-feira, 12, o fim da chamada taxa das blusinhas, que passas a valer a partir de hoje, quarta-feira, 13. A taxa é uma alíquota de 20% em imposto de importação sobre as encomendas internacionais com valores abaixo de US$ 50, cobrança que inicou em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional. Com a decisão, as operações de compra não pagarão imposto, de acordo com o Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Empresas brasileiras que competem com os produtos importados defendiam a manutenção da taxa.
Considerando os quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão em imposto de importação com as encomendas internacionais, conforme números da Secretaria da Receita Federal, o que representa um crescimento de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando chegou a R$ 1,43 bilhão.
Levantamento da AtlasIntel mostra que 62% dos brasileiros consideram a taxa um erro do governo, enquanto 30% avaliam a medida como um acerto. Já o setor produtivo nacional defende a “taxa das blusinhas”. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, no último dia 22, um estudo no qual afirma que a taxa evitou a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados e ajudou a preservar mais de 135 mil empregos no país.

