Produção da indústria gaúcha tem recuperação parcial em março, aponta FIERGS

Foto: Crédito: CNI/José Paulo Lacerda

A produção da indústria do Rio Grande do Sul voltou a crescer em março, após quatro meses consecutivos de queda. O índice avançou para 53,1 pontos, o que indica recuperação parcial da atividade produtiva, de acordo com a pesquisa Sondagem Industrial do RS, divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Sistema FIERGS. A pesquisa foi realizada com 136 empresas, sendo 33 pequenas, 41 médias e 62 grandes, entre os dias 1º e 13 de abril.

Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a recuperação reflete a resiliência do empresário. “Mesmo diante das condições da economia brasileira e do cenário internacional, o industrial gaúcho aposta no estado. Prova disso é que a intenção de investir apresentou leve alta este mês”, afirma. Neste contexto desafiador, os principais entraves para o desenvolvimento do setor produtivo, citados pelos entrevistados no primeiro trimestre de 2026, são as elevadas taxas de juros, apontadas por 40,4% das empresas, a demanda interna insuficiente, aparecendo em 38,2% das respostas, e a elevada carga tributária, mencionada por 30,9% das indústrias.

Outro problema apontado pelas indústrias foi a falta ou o alto custo da matéria-prima, que cresceu 14,5 pontos percentuais em relação ao último trimestre de 2025, aparecendo em 25% das respostas. Essa é a maior alta nos preços das matérias-primas desde o primeiro trimestre de 2022, quando se manifestaram os primeiros reflexos do início da guerra entre Rússia e Ucrânia. “Agora, os conflitos no Oriente Médio novamente influenciam direta ou indiretamente os preços dos insumos, elevando o custo de produção das empresas”, acrescenta Bier.

O levantamento também aponta que o índice de número de empregados permaneceu abaixo da linha de 50 pontos pelo décimo mês consecutivo, atingindo 49 em março, o que indica queda no emprego. Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) cresceu para 68%, mas ainda está abaixo da média histórica. O indicador de estoques, por sua vez, atingiu 52,1 pontos, sinalizando volumes acima do nível desejado pelas empresas.

EXPECTATIVAS

Em abril, as expectativas de demanda, emprego e compras de matérias-primas recuaram em relação a março, enquanto as exportações avançaram. O indicador de demanda caiu 1,5 ponto, para 50,6, permanecendo acima da linha de 50 pontos, o que sinaliza perspectivas levemente otimistas para os próximos seis meses. Já o emprego recuou de 49,8 para 47,8 pontos, e as compras de matérias-primas caíram 2,2 pontos, de 51,5 para 49,3, passando do campo otimista para o pessimista. As exportações avançaram 0,5 ponto, para 49,6, mas seguem abaixo de 50, o que indica projeção de recuo.

O índice de intenção de investir avançou 0,7 ponto em abril, passando de 51,1 para 51,8 pontos. Apesar da alta, o indicador permanece ligeiramente abaixo da média histórica de 52 pontos. No mês, 53,7% dos empresários industriais afirmaram que pretendem realizar investimentos nos próximos seis meses, percentual 1,7 ponto percentual superior ao registrado em março de 2026.

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

Fórum da Granpal discute adoção de cartão único do transporte coletivo
Unimed Porto Alegre é a marca mais lembrada na categoria
Produção da indústria gaúcha tem recuperação parcial em março, aponta FIERGS
CDL POA faz lançamento do Recruta Fácil
McDonald’s e Panini celebram a tradição mais esperada da Copa: completar o álbum oficial do mundial
Gramado projeta criação de 500 novos empregos para a alta temporada de inverno
Gastos em apostas on-line leva 268 mil famílias à inadimplência, diz CNC
Acordo entre Mercosul e União Europeia deve impulsionar exportações de calçados
Tintas Renner é a marca mais lembrada pelo gaúcho, aponta pesquisa