A esperança de ganhos fáceis rapidamente substituída por um ciclo de prejuízos, juros e insegurança. Um estudo inédito da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela que a ascensão das apostas on-line (popularmente chamadas de “bets”) no Brasil deixou de ser um fenômeno de entretenimento para se tornar um problema macroeconômico. Desde a regulamentação em 2023, o gasto mensal com essas plataformas já supera os R$ 30 bilhões. Parte deste montante está sendo retirada diretamente do pagamento de contas essenciais, gerando um “efeito substituição” que deteriora o consumo real, de acordo com o estudo apresentado no Observatório do Comércio, em Brasília.
A CNC reitera que não é favorável às apostas on-line, em razão dos impactos negativos sobre o orçamento das famílias. A Confederação defende, por outro lado, a regulamentação dos jogos de cassino físicos, por entender que esse segmento pode gerar emprego, renda e contribuir para o desenvolvimento do turismo no Brasil.
A análise técnica estabelece pela primeira vez uma relação de causalidade entre o uso das bets e a quantidade das famílias que relataram não ter condições de pagar suas dívidas. Segundo os dados apurados pela Gerência Executiva de Análise e Desenvolvimento Econômico (Geade) da CNC, o acesso excessivo às apostas on-line tem pressionado o orçamento da população, levando 268 mil famílias brasileiras à inadimplência severa, além de aumentar o tempo médio do endividamento.
Na visão do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o poder de compra do cidadão é reduzido por essa opção de entretenimento virtual que tem efeito negativo na vida real: “As apostas on-line estão comprometendo a renda das famílias brasileiras. O impacto já deixou de ser pontual e se tornou macroeconômico. Precisamos discutir com seriedade os limites desse mercado, especialmente no que diz respeito à publicidade e à proteção das famílias brasileiras.”
O perfil do risco
Diferentemente do que sugere o senso comum, o impacto das apostas não está restrito apenas aos mais jovens. O estudo aponta que o grupo mais vulnerável ao endividamento por jogos é composto por homens, pessoas com 35 anos ou mais e famílias de baixa renda. Contudo, há um alerta para o público com maior escolaridade: a facilidade de acesso digital e a exposição à publicidade agressiva têm feito com que esse estrato também apresente uma exposição de risco acentuada.
A esperança de ganhos fáceis rapidamente substituída por um ciclo de prejuízos, juros e insegurança. Um estudo inédito da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela que a ascensão das apostas on-line (popularmente chamadas de “bets”) no Brasil deixou de ser um fenômeno de entretenimento para se tornar um problema macroeconômico. Desde a regulamentação em 2023, o gasto mensal com essas plataformas já supera os R$ 30 bilhões. Parte deste montante está sendo retirada diretamente do pagamento de contas essenciais, gerando um “efeito substituição” que deteriora o consumo real, de acordo com o estudo apresentado, nesta terça-feira (28), no Observatório do Comércio, em Brasília.
A CNC reitera que não é favorável às apostas on-line, em razão dos impactos negativos sobre o orçamento das famílias. A Confederação defende, por outro lado, a regulamentação dos jogos de cassino físicos, por entender que esse segmento pode gerar emprego, renda e contribuir para o desenvolvimento do turismo no Brasil.
A análise técnica estabelece pela primeira vez uma relação de causalidade entre o uso das bets e a quantidade das famílias que relataram não ter condições de pagar suas dívidas. Segundo os dados apurados pela Gerência Executiva de Análise e Desenvolvimento Econômico (Geade) da CNC, o acesso excessivo às apostas on-line tem pressionado o orçamento da população, levando 268 mil famílias brasileiras à inadimplência severa, além de aumentar o tempo médio do endividamento.
Na visão do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o poder de compra do cidadão é reduzido por essa opção de entretenimento virtual que tem efeito negativo na vida real: “As apostas on-line estão comprometendo a renda das famílias brasileiras. O impacto já deixou de ser pontual e se tornou macroeconômico. Precisamos discutir com seriedade os limites desse mercado, especialmente no que diz respeito à publicidade e à proteção das famílias brasileiras.”
Diferentemente do que sugere o senso comum, o impacto das apostas não está restrito apenas aos mais jovens. O estudo aponta que o grupo mais vulnerável ao endividamento por jogos é composto por homens, pessoas com 35 anos ou mais e famílias de baixa renda. Contudo, há um alerta para o público com maior escolaridade: a facilidade de acesso digital e a exposição à publicidade agressiva têm feito com que esse estrato também apresente uma exposição de risco acentuada.

