Para debater o tema “Desafios para o Desenvolvimento do Rio Grande do Sul” a FEDERASUL convidou para o Tá na Mesa desta quarta-feira (15), os presidentes da Assembleia Legislativa do Estado nos últimos quatro anos: Vilmar Zanchin (2023), Adolfo Brito (2024), Pepe Vargas (2025) e Sergio Peres (2026).
O presidente da FEDERASUL Rodrigo Sousa Costa disse que o desafio para reerguer a economia depois das tragédias climáticas só será superado se o estado se tornar acolhedor para os investimentos que poderão gerar riquezas. “Precisamos acabar com a decadência social e econômica e encontrar convergências capazes de reverter a situação atual que está levando o estado para o fundo do poço”, argumentou.
Vilmar Zanchin (2023)
O deputado pautou sua atuação na presidência da AL em defesa da educação. Defendeu o ensino profissionalizante, lembrando que somente 20% dos jovens ingressam nas universidades e 31% na educação profissional. “Precisamos alavancar a qualidade do ensino preparando os jovens para o mercado de trabalho. Sem educação a sociedade não avança. Queremos que a educação seja um instrumento de desenvolvimento”.
Sobre a jornada 6×1, Zanchin disse que o tema merece ampla discussão, lembrando que os países mais evoluídos alavancaram a sua economia com mais trabalho. “É preciso encontrar alternativas que tragam equilíbrio pois com a redução da jornada de trabalho as empresas vão precisar contratar mais”.
Adolfo Brito (2024)
O parlamentar conduziu sua gestão como foco na agricultura por acreditar que a atividade possa alavancar o progresso do estado. Defendeu a necessidade de investir em reservação de água e irrigação evitando perdas de safras, gerando mais rentabilidade ao produtor e fazendo a economia crescer a partir dos municípios. “O Rio Grande do Sul pode alimentar o mundo, desde que os produtores possam renegociar suas dívidas e tenham acesso ao crédito”, finalizou.
Sobre a jornada 6×1, o parlamentar defendeu mais profundidade nas discussões para que o projeto não sofra influência política. “É importante definir por uma proposta que a economia possa sustentar “, acrescentou.
Pepe Vargas (2025)
O deputado pautou sua gestão para ações com foco no crescimento sustável do estado. Atribuiu à crise climática ao baixo índice de crescimento da economia gaúcha. “Precisamos de um crescimento econômico mais robusto para reduzir as desigualdades sociais e superar impasses”. Outro tema abordado pelo parlamentar foi a questão da falta de diesel. O deputado disse que não vê risco de colapso no abastecimento do combustível. “O Brasil produz quase 80% do diesel que consume”, destacou.
Sobre a jornada 6×1, Pepe Vargas não vê na redução da jornada de trabalho nenhum risco de crise econômica.
Sergio Peres (2026)
O parlamentar pauta sua gestão à frente do parlamento gaúcho ao fortalecimento dos municípios e das regiões do estado. Vem cobrando a justa divisão das receitas com os municípios onde, segundo ele, surgem as vocações e onde se formam as identidades dos gaúchos. “Eu não posso aceitar que lá na ponta não chegue a riqueza que é distribuída. É onde tudo acontece, é onde as pessoas estão”, argumentou.
Sobre a jornada 6×1, o atual presidente da Assembleia entende que o tema exige amplo debate, destacando que diante das diferenças regionais existentes no país, a medida poderá ter impactos distintos que precisam ser analisados.

