Atividade industrial gaúcha inicia o ano em queda, mostra pesquisa FIERGS

Foto: Créditos: CNI/Miguel Ângelo

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) recuou 0,6% em janeiro na comparação com dezembro. Esta foi a segunda queda consecutiva e, nos últimos 14 meses, o indicador apresentou queda em 10 e avanço em apenas quatro, segundo pesquisa divulgada pelo Sistema FIERGS nesta quinta-feira, 12. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a retração é de 9,1%, o pior resultado desde maio de 2024, quando o estado foi afetado pelas enchentes.

De acordo com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o resultado reflete um ambiente econômico ainda marcado por incertezas, juros elevados e redução das intenções de investimento. “Todos esses fatores afetam a confiança do empresário industrial, que também está pressionado pelas discussões da redução da jornada de trabalho e pelo cenário externo, com as tensões no Oriente Médio”, avalia.

O desempenho negativo mensal foi influenciado principalmente pela queda de 0,9% nas horas trabalhadas na produção e de 0,7% nas compras industriais. Entre os demais indicadores, houve variação positiva no faturamento real (1,4%), no pessoal ocupado (0,3%), na massa salarial real (1,3%) e na utilização da capacidade instalada (0,5 ponto percentual), cujo grau médio passou de 76,7% para 77,2%.

Na análise setorial, 14 dos 16 segmentos pesquisados iniciaram o ano com resultado negativo. As principais retrações ocorreram em veículos automotores (-23%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-25,1%), químicos, derivados de petróleo e biocombustíveis (-12,2%) e produtos de metal (-11%). Por outro lado, alimentos (4,6%) e móveis (2,2%) registraram as principais contribuições positivas no período.

A pesquisa da FIERGS também mostra que, nos 12 meses encerrados em janeiro, a atividade industrial gaúcha recuou 2,2% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. Entre os componentes do indicador, houve queda no faturamento real (-4,6%), nas horas trabalhadas na produção (-2%), nas compras industriais (-5,2%) e na utilização da capacidade instalada (-1,5 ponto percentual). Por outro lado, os indicadores ligados ao mercado de trabalho apresentaram variação positiva, com alta de 1% no pessoal ocupado e de 2,6% na massa salarial real.

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