Confiança do Consumidor caiu após quatro altas seguidas, diz FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE caiu 1,8 pontos em janeiro, para 87,3 pontos, menor nível desde outubro de 2025 (87,0 pts.). Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,1 ponto, para 88,4 pontos. Após subir por quatro meses seguidos, a confiança do consumidor recua num movimento de reversão das expectativas para os próximos meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).

“O resultado é disseminado entre três das quatro faixas de renda, concentrado nas famílias que recebem uma menor remuneração. O indicador que reflete a percepção sobre o momento atual recua pelo segundo mês consecutivo, influenciado pela piora da percepção sobre a situação financeira atual. Embora existam fatores favoráveis ao consumo, como emprego, renda e o alívio dos preços, os condicionantes negativos — juros altos e endividamento elevado — parecem voltar a dominar o cenário no mês, reduzindo a confiança e aumentando o pessimismo para o futuro”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE. 

A queda do ICC de janeiro foi influenciada principalmente pela queda nas expectativas para os próximos meses. O Índice de Expectativas (IE) recuou 2,5 pontos, para 91,3 pontos, menor nível desde outubro de 2025 (90,5 pontos). O Índice de Situação Atual (ISA) caminhou no mesmo sentido e recuou 0,8 ponto no mês, atingindo 82,6 pontos, em sua segunda queda consecutiva.

Entre os quesitos do IE, o indicador de situação econômica local futura recuou 5,8 pontos, para 102,2 pontos, e no mesmo sentido, o indicador de situação financeira futura da família recuou 4,6 pontos, para 87,8 pontos. Apenas o indicador de compras previstas de bens duráveis avançou no mês, em 3,4 pontos, para 85,5 pontos, maior nível desde agosto de 2025 (86,6 pontos). Entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador de situação econômica local atual avançou 1,4 ponto, para 95,5 pontos, enquanto o indicador de situação financeira atual da família recuou, em 2,9 pontos, para 70,1 pontos.

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