A 47ª edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios, divulgada pelo Sebrae RS, revela que os empreendedores gaúchos seguem otimistas diante de um cenário de ajustes e busca por estabilidade. O levantamento, referente ao primeiro trimestre de 2026, mostra que aumentar as vendas continua sendo o principal desafio, apontado por três em cada quatro entrevistados. Também aparecem como preocupações frequentes divulgar o negócio, controlar as finanças, adotar tecnologias digitais e reduzir custos.
Mesmo com as dificuldades, o desempenho recente indica equilíbrio no faturamento. Quase quatro em cada dez empreendedores mantiveram o mesmo nível de receita, um terço registrou queda e pouco menos de um terço apontou crescimento. “Os resultados mostram que os pequenos negócios estão conseguindo se adaptar às mudanças do mercado e manter o equilíbrio, mesmo em um contexto de custos elevados e consumo moderado”, avalia o gerente de Competitividade Setorial do Sebrae RS, Augusto Martinenco.
A pesquisa também evidencia a resiliência na ocupação. A maioria dos empreendedores manteve suas equipes, enquanto uma parcela menor reduziu o quadro e outra, ainda mais restrita, conseguiu ampliá-lo. xxx destaca que “a manutenção dos postos de trabalho é um sinal de confiança. Mesmo com margens apertadas, os empreendedores seguem investindo em pessoas e acreditando na retomada”.
O controle de custos aparece como um ponto sensível. Quase 40% afirmam acompanhar detalhadamente as despesas, enquanto a maioria tem apenas uma visão geral e cerca de um quinto admite não monitorar efetivamente. Em 37% dos pequenos negócios, os custos consomem entre 30% e 50% do faturamento, o que reforça a importância de uma gestão mais eficiente e de um planejamento financeiro constante.
No acesso a crédito, cerca de um quarto dos empreendedores buscou financiamento, com valor médio de R$ 83,9 mil. A maioria teve o pedido aprovado e destinou os recursos principalmente para pagamento de dívidas e insumos, reposição de estoque, compra de equipamentos e obras de melhoria. Segundo xxx, “o crédito segue sendo um instrumento importante para manter a operação e preparar o negócio para crescer, apesar dos custos elevados”.
As expectativas para o próximo trimestre reforçam o otimismo. Quase metade dos empreendedores acredita na melhora da economia estadual, seis em cada dez esperam crescimento no ramo de atividade e quase metade planeja expandir os negócios. Um quarto pretende aumentar suas equipes e cerca de 30% deve buscar novo financiamento. “Há uma expectativa positiva sobre o ambiente econômico e uma disposição para investir. Isso é fundamental para sustentar o ciclo de recuperação”, conclui Martinenco.

