Verão impulsiona mercado de sorvetes no RS e abre oportunidades para micro e pequenos negócios

Foto: Crédito: Freepik

Com as altas temperaturas do verão, o setor de alimentos e bebidas ganha um reforço importante no faturamento: o consumo de sorvetes. No Rio Grande do Sul, o segmento tem forte presença de micro e pequenas empresas, apresenta crescimento recente e se mostra cada vez mais atento à inovação, à diversificação de produtos e à eficiência na gestão. Dados do Sebrae RS apontam que o Estado conta com 392 empresas de fabricação de sorvetes, sendo 321 microempresas, o que representa mais de 80% do total. O setor emprega 1.395 pessoas, com média de 5,17 funcionários por empresa, e tem maior concentração em Porto Alegre, que reúne 30 fabricantes. Somando indústria e atacado, o RS chega a 554 empresas ligadas diretamente ao mercado de sorvetes, incluindo 162 atacadistas.

 

Para o Sebrae RS, o verão representa um período estratégico, mas que exige planejamento e gestão. “O calor impulsiona o consumo, mas o crescimento sustentável vem do preparo do empreendedor. Quem investe em gestão, inovação, leitura de mercado e organização financeira consegue aproveitar melhor o pico do verão e reduzir os efeitos da sazonalidade ao longo do ano”, destaca especialista em Alimentos e Bebidas do Sebrae RS, Roger Klafke

 

O desempenho do setor no Estado acompanha um cenário positivo em nível nacional. Segundo pesquisa da Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis, o Rio Grande do Sul é o segundo estado com maior número de empresas do segmento no Brasil, concentrando 15,8% do total, atrás apenas de São Paulo. Em 2023, 36,4% das empresas do setor registraram aumento de 20% na produção em relação ao ano anterior.

 

O portfólio de produtos também se diversificou. A maioria das empresas produz sorvetes de massa (84,7%), seguidos por picolés (73,3%), açaí (55,4%) e sorvete soft (10,8%). Essa variedade tem sido estratégica para atrair novos públicos e reduzir os efeitos da sazonalidade, apontada como o principal desafio do setor por 56,7% dos empresários. Outros entraves incluem mão de obra (44,5%), logística (28,3%) e custos de produção (26,6%).

 

De olho no futuro, as empresas do setor de sorvetes já planejam novos investimentos. Nos próximos cinco anos, 52,6% pretendem investir em marketing, 52% em eficiência produtiva, 49,1% em inovação, além de ações em logística e sustentabilidade. Entre os nichos que despontam como oportunidades estão os produtos veganos, vegetarianos e zero lactose, apontados por 28,8% das empresas, além dos segmentos fitness, funcional, infantil e até pet.

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