Vendas do comércio gaúcho tem queda de 4,2% em dezembro, aponta indicador

Foto: Crédito: Freepik

A 36ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou retração de 4,2% nas vendas do Rio Grande do Sul em dezembro, na comparação anual. Esta é a décima vez que o Estado registra resultados negativos. O estudo, que acompanha mensalmente as movimentações do setor varejista, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro.

No recorte regional, apenas três estados apresentaram crescimento na comparação anual. O maior avanço foi registrado no Piauí (2,3%), seguido por Alagoas (1,2%) e Rondônia (1,1%). Entre os demais estados com retração nas vendas, os piores resultados foram observados no Mato Grosso do Sul (5,9%), Amazonas (5%), Ceará (4,4%), Tocantins (4,3%), Espírito Santo (4,2%), Acre (3,6%), Rio Grande do Norte (3,4%), Mato Grosso (3,2%), Pernambuco (3,1%), Rio de Janeiro (3%), Santa Catarina (2,8%), Amapá (2,6%), Roraima e Minas Gerais (2,5%), Bahia (2,2%), Maranhão (2%), São Paulo (1,8%), Pará (1,3%), Paraíba, Paraná e Distrito Federal (1,2%), além de Sergipe e Goiás (1%).

Para Guilherme Freitas, os resultados refletem a combinação entre renda pressionada e crédito mais restritivo. “Os poucos destaques positivos se concentraram de forma pontual no Nordeste, com avanço no Piauí e em Alagoas, além de um resultado isolado no Norte. No caso do Nordeste, o desempenho mais favorável reflete uma resiliência maior do consumo essencial, menos dependente de crédito e mais apoiada em fontes recorrentes de renda. Ainda assim, trata-se de um movimento restrito, que não se espalha pela região como um todo. Em contrapartida, a maior parte dos estados do país registrou retração nas vendas, com quedas mais intensas no Centro-Oeste e resultados negativos no Sudeste e no Sul, refletindo um ambiente de condições financeiras mais restritivas para as famílias”, explica o economista da Stone.

DESTAQUES

No recorte mensal, apenas três dos oito segmentos analisados registraram alta em dezembro. O destaque foi Material de Construção, com crescimento de 1,7%, seguido por Artigos Farmacêuticos (0,6%) e Combustíveis e Lubrificantes (0,3%). Entre os setores com retração, tiveram queda Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (5,5%), Tecidos, Vestuário e Calçados (3,4%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (3,2%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,5%) e Móveis e Eletrodomésticos (0,1%).

No comparativo anual, quatro segmentos apresentaram alta. O setor de Móveis e Eletrodomésticos avançou 2,4%, seguido por Artigos Farmacêuticos (1,5%), Material de Construção (0,9%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,3%). Entre os setores com retração, estão: Combustíveis e Lubrificantes (5,7%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (4,6%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (4,3%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,4%).

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

Exportações da indústria gúcha crescem 15,6%, diz Fiergs
Entidades sociais recebem R$ 4,4 milhões do NFG
Brasil Soberano terá R$ 21 bi para apoiar setor produtivo
Inflação das famílias de renda muito baixa sobe 0,92% em abril, diz Ipea
Marca autoral gaúcha lança e-commerce com identidade contemporânea do RS
Harry Kirton participa de jantar exclusivo no Catherine Gramado durante passagem pela Serra Gaúcha
Novas embalagens de Sonho de Valsa viram bilhetes de amor e estampam declarações com diferentes expressões regionais
Nova pizzaria delivery de Porto Alegre promete a melhor borda de Catupiry do Brasil
Toy Story 5 reacende a conexão com personagens Disney e fortalece o mercado de licenciados