Vendas de bares e restaurantes do RS cresceram 12,5% em maio, diz Abrasel

As vendas no setor de bares e restaurantes cresceram 1% em maio, segundo dados do Índice Abrasel-Stone, relatório mensal divulgado pela Stone, em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Em relação ao mesmo período do ano anterior, a queda foi de 0,9%.

O Índice Abrasel-Stone monitora o desempenho do setor de alimentação fora do lar em 24 estados brasileiros. Desenvolvido a partir da base transacional da Stone, o indicador oferece uma leitura precisa e atualizada sobre a variação das vendas no setor, com o objetivo de apoiar empreendedores na tomada de decisões mais estratégicas.

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, o resultado de maio veio dentro do esperado, impulsionado por uma das datas mais relevantes para o setor. “O mês correspondeu às nossas expectativas, especialmente pelo forte movimento no Dia das Mães, que ajudou a reverter parte do desempenho negativo observado em abril. Seguimos otimistas para junho, com a expectativa de que a Semana dos Namorados impulsione ainda mais as vendas no setor”, afirma.

“Embora o desempenho de maio ainda esteja abaixo do registrado no ano passado, observamos sinais de estabilização no setor de bares e restaurantes. A retomada do mercado de trabalho, com a queda na taxa de desemprego e a geração de empregos formais, contribui positivamente para a confiança e o consumo das famílias. Além disso, a inflação, apesar de ainda elevada, veio abaixo das expectativas e mostra sinais de desaceleração, especialmente no segmento de serviços – fator que impacta diretamente o setor”, analisa Matheus Calvelli, cientista de dados e pesquisador da Stone.

REGIONAIS

Dos 24 estados contemplados pelo levantamento, oito apresentaram crescimento no comércio em bares e restaurantes em maio, no comparativo anual. O destaque foi o Rio Grande do Sul, com alta de 12,5%, seguido por Mato Grosso e Rio Grande do Norte (4,7%), Alagoas (4,1%), Mato Grosso do Sul e Paraíba (1,4%), Sergipe (1,3%) e Paraná (0,8%).

Já entre os resultados negativos, as maiores quedas foram registradas em Roraima (7%), Bahia (5,6%), Tocantins (5,5%), Pernambuco e Piauí (4,8%), Santa Catarina (4,3%), Minas Gerais (4,5%), Espírito Santo (3,2%), Rondônia (3,1%), Ceará (2,5%), Goiás (1,8%), Rio de Janeiro (1,7%), Pará (1,5%), Manaus (1,3%) e São Paulo (0,6%).

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