Varejo farmacêutico se consolida como destino prático além dos medicamentos, aponta pesquisa

As drogarias deixaram de ser apenas um ponto de venda de medicamentos para se consolidarem como um destino prático e estratégico para compras rápidas do dia a dia. É o que aponta o novo estudo da Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo, realizado em parceria com o Opinion Box, referência em tecnologia para pesquisa de mercado e experiência do cliente. Segundo o levantamento, cerca de 61% dos entrevistados dizem adquirir em farmácias produtos como cosméticos, itens de higiene e até lanches.

Entre os principais itens adquiridos nas farmácias estão produtos de higiene (74,8%) e cosméticos de cuidados pessoais (72%). Na sequência, aparecem vitaminas e suplementos (56%), seguidos por produtos infantis, como fraldas e papinhas (26,5%). Snacks e bebidas representam 23,9% das compras, enquanto os produtos para pets fecham a lista com 7,4%.

“Esse movimento reforça que as drogarias e farmácias se consolidam como pontos de conveniência na rotina do consumidor, que busca praticidade para resolver várias demandas em um só lugar. Estamos observando uma tendência que deve se acelerar: as pessoas não têm mais tempo a perder e querem otimizar suas saídas”, analisa Christiane Cruz Citrângulo, diretora-executiva de Supply Chain e Execução do Varejo na Neogrid.

EXPERIÊNCIAS

O estudo mostra também que a experiência de compra nas drogarias é considerada satisfatória pela maioria dos respondentes: 48,8% avaliam como igual a do supermercado e 25,5% afirmam que é até melhor. Apenas 13,5% acreditam que seja pior e 12,2% não souberam responder.

Embora os supermercados ainda sejam os principais pontos de abastecimento do lar, o levantamento mostra que as farmácias ganham espaço ao oferecer rapidez e acessibilidade. Para muitos consumidores, a experiência de compra já é equivalente ou até melhor a do supermercado, reforçando o potencial das drogarias como concorrentes diretas em determinadas categorias de consumo.

O estudo foi efetuado online entre os dias 25 de julho e 5 de agosto de 2025 com 1.000 pessoas de todas as regiões do Brasil de diferentes classes sociais e com idade acima de 16 anos que são responsáveis ou parcialmente responsáveis pelas compras da casa.

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