Um em cada três moradores da capital pagaria até R$ 200 mil a mais por morar próximo do trabalho

Uma pesquisa realizada pela Loft, em parceria com a empresa de inteligência de mercado Offerwise, revela que 29% dos moradores de Porto Alegre aceitariam pagar entre R$ 100 mil e R$ 200 mil a mais por um imóvel localizado próximo ao trabalho ou faculdade. O levantamento, feito na segunda quinzena de junho, com 251 entrevistados, em amostra representativa da Capital, aponta que 86% da população da cidade estaria disposta a pagar algum valor adicional por essa conveniência.

Entre os compradores, 22% afirmaram que aceitariam pagar até R$ 100 mil a mais, enquanto 19% desembolsariam mais de R$ 200 mil. Outros 20% disseram aceitar pagar até R$ 50 mil adicionais.

No mercado de aluguel, 35% dos entrevistados pagariam entre R$ 501 e R$ 1.000 a mais por mês para viver perto do trabalho. Outros 22% aceitariam pagar até R$ 500 adicionais. Doze por cento aceitariam aumentos superiores a R$ 1.500.

 

“A disposição em pagar mais por imóveis bem localizados mostra como o tempo gasto com deslocamento segue sendo um fator central na decisão de moradia”, afirma o gerente de Dados da Loft, Fábio Takahashi.

Para 80% dos moradores da Capital, a proximidade entre imóvel e local de trabalho ou estudo é importante ou extremamente importante. Apenas 10% consideram esse fator indiferente. Entre os principais motivos apontados estão: economizar tempo no deslocamento (62%), ter mais tempo para outras atividades (53%) e economizar dinheiro com combustível (47%).

REGIME DE TRABALHO

Cerca de 33% dos moradores da capital tiveram mudança na modalidade de trabalho no último ano. Na Classe A, 61% passaram a atuar em novos formatos – presencial, híbrido ou remoto –, quase o dobro dos respondentes da Classe B (33%).

Atualmente, 49% dos entrevistados trabalham presencialmente, 36% em regime híbrido e 15% de forma 100% remota. Em 2023, os percentuais de trabalho híbrido e remoto eram de 31% e 8%, respectivamente.

Entre as classes C e D/E, menos da metade está em regime remoto ou híbrido. Já entre os da Classe A, esse número chega a 90%.

Fonte: Loft/Offerwise

DESLOCAMENTO

A pesquisa mostra ainda que 55% dos moradores da cidade levam até 30 minutos para chegar ao trabalho; 31% gastam entre 31 minutos e uma hora. O principal meio de transporte é o carro particular (46%), seguido por ônibus comum (34%) e carro por aplicativo (23%).

Fonte: Loft/Offerwise

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