Indicadores de mercado de trabalho mostra percepção sobre grau de proteção social, diz FGV

Foto: Crédito: Acervo IBGE

A segunda edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV IBRE, aborda o tema da proteção social. Foram tratados dois temas: a percepção do trabalhador sobre o acesso a programas de proteção social caso perca seu principal trabalho ou fonte de renda; e a percepção deles sobre o grau de proteção social no país com base em sua experiência pessoal. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV\Ibre)

O resultado do primeiro quesito, com dados do trimestre findo em julho de 2025, mostra que a maioria dos respondentes (58,2%) afirma não ter acesso a programas do governo ou benefícios sociais caso perca sua principal fonte de renda ou trabalho, enquanto 41,8% deles teriam acesso.

No segundo quesito deste tema os respondentes foram chamados a indicar como se sentiam com relação ao próprio grau de proteção social caso perca sua principal fonte de renda atual. Eles podiam responder se sentiam que i) estavam protegidos, ii) desprotegidos ou iii) parcialmente desprotegidos. A opção mais citada foi a intermediária, em que 39,7% dos respondentes se sentiam parcialmente desprotegidos sobre o nível de proteção social disponível em caso de perda do emprego e/ou da sua principal fonte de renda. Em seguida, 32,4% se sentiam desprotegidos e 27,9% protegidos.

“Em relação ao tema da proteção social, nota-se que, apesar da evolução positiva dos últimos anos, ainda existem questões estruturais no mercado de trabalho brasileiro. A maioria das pessoas afirma não ter acesso a programas do governo em caso de perda do trabalho, algo que parece ter relação com a elevada taxa de informalidade observada no país. Esse número é ainda maior entre pessoas com menor nível de renda, um fator de aumento da vulnerabilidade deste grupo de trabalhadores naturalmente menos favorecido.  Dado o recente aquecimento da geração de empregos, buscar políticas para evoluir em questões estruturais passa a ser uma agenda inevitável”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

Friboi estreia em Gramado (RS) com estratégia de food service para temporadas turísticas
ExpoAgas 2026: Neugebauer leva lançamentos para a feira
Odara rompe a fronteira do alfajor e estreia nova categoria
Meta comercial de US$ 20 bilhões com a Índia, prevista para 2030, deve ser atingida neste ano
Brasil tem 75,08 milhões de pessoas inadimplentes, aponta CNDL e SPC Brasil
ExpoAgas 2026: DaColônia apresenta novidades para as demandas do varejo
Sistema Fecomércio-RS está entre as 200 melhores empresas para trabalhar na América Latina
Macromix Cidade Baixa inaugura em 10 de setembro
VEJA inaugura em Novo Hamburgo primeira loja em outlet do Brasil