Para brindar: o setor vitivinícola brasileiro fechou o ano de 2025 com as exportações de vinhos e espumantes atingindo o valor de US$ 13,3 milhões. Os dados são do Comex Stat e foram divulgados pelo projeto setorial Wines of Brazil, desenvolvido pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
As exportações tiveram como destino 63 países, sendo os principais Paraguai, Haiti e EUA. Com crescimento de 31,25% em relação a países de destino das exportações, o percentual de empresas exportadoras que pertencem ao Wines of Brazil foi de 62,9%, sendo 21 empresas exportadoras apoiadas pelo projeto. Além disso, 72,53% das exportações de espumantes são de vinícolas do projeto setorial.
Em termos de valor, houve crescimento de 26,14% nas exportações de vinho e espumante brasileiros, com aumentos de 37,85% nas exportações de espumantes e de 23,64% nas de vinhos brasileiros. Em relação ao volume exportado, registrou-se crescimento de 24,27% nas exportações de vinho e espumante brasileiros, com altas de 48,76% nas exportações de espumantes e de 22,16% nas de vinhos.
Para o gerente de promoção para o mercado externo do Consevitis-RS e gestor do projeto setorial Wines of Brazil, Rafael Romagna, os resultados são fruto de um trabalho consistente na promoção do projeto setorial Wines of Brazil, bem como investimento na área de promoção das empresas brasileiras.
“O recente conhecimento sobre a qualidade dos vinhos brasileiros através de premiações internacionais, por exemplo, levam conhecimento ao mundo sobre os nossos produtos. Por outro lado, macroeconomicamente falando nós enfrentamos um ano difícil e ainda assim conquistamos resultados positivos”, afirma Romagna.
O projeto Wines of Brazil, segundo o gerente, viabilizou a participação nas principais feiras setoriais no mundo, fator que contribuiu para a alta nas exportações. “As feiras são nossas principais ações promocionais e o que, sem dúvida, traz maior resultados para as vinícolas brasileiras. Em 2025, participamos de seis feiras internacionais, sendo que em duas delas realizamos o encontro exclusivo entre compradores internacionais e vinícolas brasileiras através de projeto comprador”, destaca.
Conforme Romagna, 2026 mostra-se como um ano mais desafiador por conta do cenário macroeconômico. “É difícil prevermos um resultado em um cenário onde acordo bilaterais estão sendo contemplados e ao mesmo tempo países têm tomado medidas protecionistas de exportações. Tendo isso em vista, pensamos que atingir um resultado semelhante a 2025, mediante a volatilidade de mercado, já seria considerado um resultado muito positivo”, avalia.

