Setor de eventos projeta crescimento de 7,8% e expansão do emprego

Foto: Crédito: Freepik

A Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) projeta que o consumo no setor de recreação deve atingir R$ 151,9 bilhões em 2026, o que representa crescimento de 7,8% caso se confirme a estimativa de fechamento de R$ 140,8 bilhões para 2025. É uma expansão considerada expressiva pelos economistas da entidade. O movimento acompanha também a perspectiva de geração de 143 mil empregos formais em 2026, resultado da consolidação dos níveis de atividade no core business e no hub setorial.

As perspectivas têm como base o Radar Econômico, boletim mensal criado pela associação em 2021 para acompanhar os impactos da pandemia da covid-19 e que utiliza dados oficiais do IBGE, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal. O cálculo de consumo considera, por exemplo, o peso do item “Recreação” no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a massa de rendimento real da população ocupada medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Para fins comparativos, a série incorpora a estrutura de ponderação adotada pelo IBGE a partir de 2020.

O hub, que abrange 52 áreas impactadas pelos eventos, deve responder pela maior parte das vagas de trabalho, com estimativa de 120 mil novos postos, sustentado pelo comportamento de bares e restaurantes, serviços gerais, publicidade e propaganda, segurança privada, hospedagem e agências de viagem, por exemplo. A projeção indica resultados 24% acima dos níveis pré-pandemia, período referência nas comparações envolvendo o desempenho do segmento. Para Alison Fiuza, um dos economistas responsáveis pelo Radar, o comportamento do hub confirma que o setor de eventos gera efeitos multiplicadores muito superiores à média dos serviços, impulsionando uma ampla gama de atividades associadas.

Envolvendo atividades como organização de eventos, atividades artísticas e culturais, espetáculos, recreação e lazer, e a produção e promoção de eventos esportivos, o core business deve gerar cerca de 23 mil novas vagas formais em 2026. Esses segmentos operam com estoque 80,9% acima do registrado em 2019. “Não estamos diante apenas de uma recuperação da pandemia, mas de uma expansão estrutural do setor, que encontrou novos patamares de operação e demanda”.avalia o economista Leonardo Alonso Rodrigues, que também está na equipe de elaboração do estudo.

Para o empresário Doreni Caramori Junior, presidente da ABRAPE, as tendências reforçam duas teses importantes: políticas públicas como o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE) implantado na pandemia, são essenciais e o segmento é uma mola propulsora fundamental da economia brasileira, como gerador de empregos e de renda. “O conjunto de indicadores confirma que o setor passou a ocupar um papel econômico central, tanto em geração de emprego quanto em capacidade de movimentação de renda”, salienta.

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

Economia cresceu 0,9% no primeiro trimestre, aponta indicador
Gerdau marca presença em feira de carreiras da PUC-RS
Genéricos acumulam R$ 14,6 bilhões em economia no primeiro trimestre do ano
1ª Le Marché Appétit: feira gastronômica handmade ocorre em Caxias do Sul no dia 23
Escola de Enoturismo abre inscrições para turmas presenciais e online
Cascas, talos e sementes podem se transformar em pratos nutritivos e cheios de sabor
FBV começa amanhã na capital
Congresso Serrano de Vendas & Inovação da Microempa ocorrerá no dia 20 de junho
Santo Antônio celebra 91 anos com evento especial em Esteio