Rodadas da Assintecal com compradores argentinos deve gerar R$ 3,5 milhões

Foto: Crédito: Divulgação/Assintecal

O Projeto Comprador Argentina, realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) por meio do Brazilian Materials, programa de fomento à internacionalização do setor mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), deve gerar R$ 3,5 milhões (US$ 650 mil) para empresas brasileiras. A iniciativa aconteceu no último dia 28, contando com mais de 50 rodadas de negócios entre cinco grupos de compradores argentinos e 17 empresas do setor, em Novo Hamburgo/RS.

O gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, explica que o projeto teve o objetivo de fomentar negócios com o mercado argentino, país que recentemente flexibilizou suas importações. “A Argentina é um dos principais mercados para componentes brasileiros e, neste contexto, o projeto se mostrou muito acertado, com negócios sendo realizados e alinhavados para os próximos meses”, avalia.

Um dos importadores convidados foi Tiago Paranhos, do grupo Saxs, de Buenos Aires. Segundo ele, o projeto proporcionou negócios e conexões duradouras com novos fornecedores de materiais. “Apesar de vivermos uma situação econômica delicada, com consumo mais baixo, a Argentina ainda demanda muita produção, o que nos trouxe aqui em busca de novos materiais, principalmente cabedais, elásticos e velcros”, conta. O comprador, que faz a distribuição desses materiais para fábricas do país, destaca a qualidade dos produtos, bem como a atualização deles em acordo com as principais tendências de moda. “Os produtores brasileiros de materiais contam com uma curadoria muito relevante de lançamentos, que é o INSPIRAMAIS. Aqui, podemos adiantar nossas compras com todo esse conhecimento”, conclui.

O fabricante Gérman Schneider, da Pira Calzados, que produz 1,5 mil pares de calçados por dia, veio ao Brasil buscar têxteis para seus produtos. Segundo ele, apesar de ter um preço mais alto do que os materiais asiáticos, o brasileiro “tem uma qualidade muito superior”. “Levamos amostras e fechamos alguns negócios importantes. Além dos materiais serem superiores, conseguimos ganhos com tempo pelas facilidades logísticas de estarmos mais próximos”, avalia o comprador de Buenos Aires.

Participaram das rodadas, com o apoio do Brazilian Materials, os grupos argentinos Donné, ⁠Lucía Febrero, ⁠Mishka, ⁠Pira Calzados e ⁠Saxs. Do lado brasileiro, participaram as empresas Spark Hotfix, Wiva Bordados, Texfyt, Jotaclass, Erps, Ônix, MecSul, Tecnomaq, Ambiente Verde, Curtume Abuhler, Elastonordeste, CR Leather, Couro & Arte, Tecpol, Artecola, Curtume Zitty e AngellMaq.

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