Preços da construção iniciam ano com alta de 1,54% em janeiro, diz IBGE

Foto: Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI), divulgado hoje (10) pelo IBGE, avançou 1,54% em janeiro de 2026, ficando 1,03 ponto percentual (p.p.) acima do alcançado em dezembro de 2025 (0,51%). O resultado é o maior desde junho de 2022 (1,65%). O acumulado nos últimos 12 meses foi de 6,71%, superior aos 5,63% nos 12 meses imediatamente anteriores. O índice de janeiro de 2025 havia sido de 0,51%.

De acordo com o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, o resultado do mês reflete a reoneração na folha de pagamento de empresas do setor da construção civil. “Esse reajuste está de acordo com a legislação, que fixa uma alíquota de 10% sobre a folha de pagamento em 2026”, explica o pesquisador.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, aumentou de R$ 1.891,63 em dezembro para R$ 1.920,74 em janeiro, sendo R$ 1.081,31 relativos aos materiais e R$ 839,43 à mão de obra.

A parcela dos materiais variou 0,27%, mantendo o patamar de dezembro (0,27%), e subindo 0,09 p.p. comparado a janeiro do ano passado (0,18%). Já a parcela da mão de obra cresceu 3,22%, ficando 2,39 p.p. acima de dezembro (0,83%) e 2,25 p.p. a mais em relação a janeiro do ano anterior (0,97%).

“Além da reoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, a alta na mão de obra decorre do reajuste do salário-mínimo nacional em 2026. Em especial para serventes de obra, categoria profissional que teve alta decorrente da adequação a este reajuste em 11 das 27 unidades da federação”, diz o gerente da pesquisa.

Em 12 meses, a parcela de materiais acumulou alta de 4,29%, enquanto mão de obra subiu 10,03%.

NORDESTE

O Nordeste, com alta em todos os seus estados, ficou com a maior variação regional em janeiro (1,85%). As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 1,67% (Centro-Oeste), 1,39% (Sudeste), 1,35% (Sul) e 1,33% (Norte). Entre os estados, o Piauí registrou o maior índice (4,12%), influenciado pelo reajuste do acordo coletivo de categorias profissionais e pelo aumento no custo dos materiais. 

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