Pesquisa aponta que 64% dos brasileiros recorrem ao Google antes de comprar

Foto: Crédito: Getty Images/iStockphoto

Apesar da ascensão meteórica das redes sociais e da consolidação da Inteligência Artificial, o Google permanece como o porto seguro inabalável do consumidor brasileiro no momento de abrir a carteira. De acordo com a pesquisa “O Mapa da Busca no Brasil”, realizada pela Optimiza em parceria com a AB Pesquisas, 64% dos brasileiros recorrem espontaneamente ao Google como primeira opção quando precisam de informações para decidir uma compra.

A dominância do buscador é sustentada por uma barreira física e estrutural. O estudo aponta que o Brasil é um mercado massivamente mobile-first, com 9 em cada 10 buscas por produtos ocorrendo via smartphone. Como 78% da amostra utiliza aparelhos Android, onde a barra de busca do Google é nativa e onipresente, a dificuldade técnica para utilizar outros concorrentes acaba protegendo a liderança da gigante de tecnologia. Mesmo quando o consumidor é estimulado com outras opções, como TikTok, Instagram ou ChatGPT, a preferência pelo Google sobe para 72,4%.

“O Google não desapareceu. A IA não tomou seu lugar. As redes sociais não viraram, sozinhas, o novo centro da decisão. O que aconteceu foi uma redistribuição de funções”, afirma a especialista em SEO Júlia Neves, CEO da Optimiza Marketing.

Um dos achados mais surpreendentes da pesquisa é o comportamento do usuário diante dos resultados pagos. O consumidor brasileiro amadureceu e 82% percebem a diferença entre anúncios e resultados orgânicos na página de busca. Essa percepção crítica gerou um fenômeno novo na exploração dos resultados:

55% dos usuários afirmam navegar além da primeira página de resultados em busca de respostas isentas.

A confiança nos resultados orgânicos (63%) supera drasticamente a dos anúncios, que possuem quase 20% de rejeição total.

Mais da metade dos entrevistados afirma que raramente ou nunca clica em links patrocinados.

O estudo desmistifica a ideia de que a Inteligência Artificial substituiria os buscadores a curto prazo. Em 2026, a IA atua como uma redutora de complexidade, ajudando a organizar informações e esclarecer dúvidas técnicas, mas raramente é o canal da transação final. 54,2% dos usuários veem a IA como um complemento ao Google, e não um substituto.

Por outro lado, os marketplaces, como Mercado Livre e Amazon, surgem como o verdadeiro desafio à soberania do Google na etapa de descoberta de produtos, liderando com 27,3% das menções contra 15,9% do Google Shopping.

Mesmo com o avanço de novas tecnologias, o Google segue como principal referência na decisão de compra dos brasileiros, impulsionado pela confiança e pela facilidade de acesso. A Inteligência Artificial e as redes sociais atuam como apoio, mas não substituem sua relevância. Ao mesmo tempo, o crescimento dos marketplaces indica uma mudança importante nos hábitos de busca por produtos. Esse movimento reforça a necessidade de estratégias mais integradas e focadas no comportamento do consumidor.

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

JBS registra lucro de US$ 221 milhões no primeiro trimestre do ano
Shake do Grimace está de volta ao cardápio do McDonald’s
Quase 47% dos gaúchos estão negativados, diz Serasa
SICC ocorre de 29 de junho a 1º de julho na Fenac, em Novo Hamburgo
Rissul inaugura loja na capital nesta quinta
Feira de panificação acontece em junho na Fenac
Fort Atacadista terá unidade do Restaurante Trudy’s em Porto Alegre
Casa Madeira aposta na categoria de azeites finos para oferecer mais sabor e sofisticação ao consumidor
Carne Diem une vinho, assado e turismo na Serra Gaúcha em evento no dia 30 de maio de 2026