O mercado de trabalho formal apresentou crescimento em todo o país ao longo de 2025, totalizando 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada
. Todas as 27 Unidades da Federação registraram saldos positivos na geração de empregos com carteira assinada, com destaque para São Paulo, que criou 311.228 postos no ano (crescimento de 2,17%), seguido por Rio de Janeiro (+100.920 ou 2,60%) e Bahia (+94.380 ou 4,41%). As maiores taxas proporcionais de crescimento foram observadas no Amapá (8,41%), Paraíba (6,03%) e Piauí (5,81%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 29, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e mostram crescimento do emprego formal no país, com saldo positivo de vagas com carteira assinada ao longo do ano.
O avanço do emprego formal também foi verificado em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas. O setor de Serviços liderou a geração de postos de trabalho, com saldo positivo de 758.355 empregos (+3,29%), impulsionado principalmente pelas áreas de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+318.460 ou 3,12%) e de Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Educação, Saúde e Serviços Sociais (+194.903 ou 3,12%).
O Comércio registrou saldo positivo de 247.097 postos formais (+2,3%), enquanto a Indústria criou 144.319 empregos (+1,6%), com destaque para os segmentos de Fabricação de Produtos Alimentícios (+49.039) e Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos (+17.021). Já o setor da Construção gerou 87.878 postos formais no ano (+3,1%), e a Agropecuária apresentou saldo positivo de 41.870 empregos (+2,3%). De acordo com os dados de rotatividade dos últimos doze meses, que consideram os desligamentos ajustados, com exclusão de óbitos, aposentadorias e demissões voluntárias, a taxa de rotatividade do emprego formal passou de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025.
DEZEMBRO
O saldo negativo registrado em dezembro, de –618.164 postos de trabalho, reduziu o resultado acumulado do ano, que encerrou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos formais no país. Ainda assim, o estoque de trabalhadores com carteira assinada apresentou crescimento ao longo do ano, passando de 47.194.850 vínculos em 2024 para 48.474.348 em 2025, o que representa uma alta de 2,71%. Historicamente, o mês de dezembro apresenta retração no mercado de trabalho formal em razão de fatores sazonais. Em 2025, a variação mensal foi de –1,26%, resultado compatível com o padrão histórico do Novo Caged, cuja média para dezembro de 2023 e 2024 foi de –1,07%.
No último mês do ano, o saldo negativo foi registrado em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, com maior impacto no setor de Serviços, que perdeu 280.810 postos de trabalho (–1,17%). A Indústria apresentou redução de 135.087 vagas, seguida pela Construção, com queda de 104.077 postos, pelo Comércio, com –54.355, e pela Agropecuária, com –43.836 postos. Em dezembro, todas as 27 Unidades da Federação registraram saldos negativos. As maiores perdas ocorreram em São Paulo, com –224.282 postos (–1,51%), Minas Gerais, com –72.755 (–1,44%), e Paraná, com –51.087 vagas (–1,52%).
O salário médio real de admissão em dezembro de 2025 foi de R$ 2.303,78, registrando leve recuo em relação a novembro de 2025, quando o valor era de R$ 2.315,44, uma variação negativa de R$ 11,86 (–0,51%). Na comparação com dezembro do ano anterior, já descontados os efeitos sazonais, o indicador apresentou aumento de R$ 57,18, o que corresponde a uma alta de 2,55%.

