Maioria das pessoas pagou contas essenciais com renda no 2º trimestre, diz FGV

Foto: Foto: Correio do Povo

A décima-terceira edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), aborda o tema da percepção sobre a renda nos últimos 3 meses. Nesse tema, os respondentes são consultados a dar sua percepção sobre como tem evoluído sua renda, se ela é suficiente para pagar as contas essenciais e depois apontam quais são as 3 maiores despesas nesse período.

O resultado, com dados do trimestre findo em junho de 2026, mostra que a maior parte dos respondentes (69,1%) afirma conseguir pagar suas contas essenciais nos últimos 3 meses com a renda auferida no período de referência, sendo esse resultado a quarta queda consecutiva, Como as séries ainda são curtas e não possuem ajuste por sazonalidade, comparações na margem demandam cautela. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o percentual que afirma conseguir pagar suas contas essenciais está 2,6 p.p. superior.

Em seguida, os respondentes foram convidados a apontar quais foram as 3 maiores despesas que mais impactaram no orçamento da família. A alimentação se mantém como o item mais citado como um dos que mais pesam no orçamento das famílias, com 75,0 % dos respondentes. Em seguida, as duas opções mais citadas foram: contas de serviços públicos (50,3%) e aluguel ou financiamento com moradia (45,6%). Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a maior diferença foi o impacto do transporte, que representava 2,0% e passa a ser 27,6% das pessoas reportando como um dos três itens que mais pesam no orçamento.

“Os resultados de junho mostram que a evolução do mercado de trabalho, especialmente com melhora na renda, permite que boa parte das pessoas consigam pagar suas contas básicas. Por outro lado, a quarta queda consecutiva nesse indicador parece estar relacionada à desaceleração do mercado de trabalho. Entre os itens que mais pesam, contas de serviços públicos e custo de transporte foram os que mais subiram na composição do orçamento das famílias, sendo o último muito relacionado com o aumento do preço dos combustíveis. Olhando para os próximos resultados, é esperado que o ritmo menos intenso do mercado de trabalho não permita uma reversão dessa tendência recente, mas o indicador ainda deve se manter em um patamar positivo, dado que a desaceleração deve ser gradual”, afirma Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV IBRE.

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

Encontro Gaúcho das Empresas de Serviços Contábeis reúne mais de 600 pessoas em Bento Gonçalves
Café Iguaçu lança edição especial Orgulho Farroupilha, exclusiva para o estado
Governo paga segunda novo grupo do Bolsa Família
Nova etapa do Reinventa.BR tem prazo de inscrição até domingo
Contribuintes do Simples Nacional devem regularizar divergências de ICMS
Mais de 3 milhões de beneficiários de programas sociais estão bloqueados em sites de apostas
Representante de comércio dos EUA procura Brasil para negociar o tarifaço
Último lote de restituição do I.R. terá consulta aberta na segunda
Ibovespa B3 sobe 1,85%, fecha semana nos 171 mil pontos, e dólar cai a R$ 5,14