Lucro da Vivo cresce 11,2% em 2025 e chega a R$ 6,2 bilhões

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A Vivo encerra 2025 com resultados consistentes, combinando desempenho operacional robusto, evolução estratégica e disciplina financeira. A empresa amplia sua base de acessos, acelera receitas – especialmente em novos negócios e serviços digitais corporativos – e reforça a liderança em ESG. No ano, reporta um lucro líquido de R$ 6,2 bilhões, alta de 11,2%. No quarto trimestre, atinge R$ 1,9 bilhão, aumento de 6,5%.

A receita total manteve o ritmo de crescimento acima da inflação, e conclui 2025 em R$ 59,6 bilhões, incremento de 6,7%. No quarto trimestre, fecha em R$ 15,6 bilhões, com elevação de 7,1%. O EBITDA anual totaliza R$ 24,8 bilhões, valor 8,5% maior em relação ao ano anterior, com margem de 41,7%. No trimestre, registra R$ 6,7 bilhões, progresso de 8,1% e margem de 42,9%. Ao excluir os efeitos do fim da concessão, o EBITDA trimestral tem alta histórica de 17,7%.

Os investimentos somam R$ 9,3 bilhões, com capex/receita de 15,6%, uma redução de 0,9 p.p no ano, refletindo disciplina financeira e capacidade de ampliar faturamento com menor intensidade de capital. A maior parte dos recursos foi direcionada à expansão de rede, especialmente 5G, que chega a 716 municípios e cobre 67,7% da população. A fibra avança para 31,0 milhões de domicílios em 453 cidades.

O último ano também registrou um marco importante: a assinatura, junto à ANATEL, do Termo de Autorização que formaliza a migração de Concessão para o modelo de Autorização. A mudança abre espaço para novos investimentos na digitalização do país, permitindo intensificar a cobertura 4G e 5G em mais de mil municípios, reforçar a capacidade de rede e modernizar a infraestrutura de fibra. Neste contexto, a companhia espera, ao longo dos próximos anos, uma monetização de ativos legados de aproximadamente R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 3 bilhões da venda de cobre e R$ 1,5 bilhão da comercialização de imóvei

RECEITA

A receita de serviço móvel atinge R$ 9,8 bilhões no trimestre, crescimento de 7,0%, impulsionada pelo pós-pago, que sobe 9,0% com R$ 8,4 bilhões em faturamento. A linha de aparelhos e eletrônicos, que considera a venda de celulares, acessórios e outros dispositivos, aumenta 13,7%, encerrando o período em R$ 1,3 bilhão. Destaque às vendas de smartphones compatíveis com 5G, responsáveis por 97,1% do total comercializado.

O segmento fixo alcança R$ 4,4 bilhões no trimestre, incremento de 5,4%. O desempenho é guiado pela receita de fibra, de R$ 2,0 bilhões, alta de 9,8%, e pela receita de dados corporativos, TIC e serviços digitais, que chega a R$ 1,5 bilhão, progredindo 10,2%. Com 7,8 milhões de clientes conectados com fibra, volume 12,0% superior em relação ao ano anterior, a companhia fortalece sua estratégia comercial com o Vivo Total – oferta que combina fibra e móvel –, que já representa 43,2% dos acessos de fibra e 3,4 milhões de assinantes, progressão anual de 40,9%. Esse desempenho reflete a preferência dos clientes por serviços convergentes e contribui para manter o menor churn em fibra dos últimos anos, de 1,4%.

A empresa finaliza 2025 com 116,7 milhões de acessos, sendo 103,0 milhões na rede móvel. O pós-pago registra 70,8 milhões, alta 6,5%, garantindo a liderança nacional com market share de 40,3%. Nos três últimos meses do ano, a Vivo expande ainda mais sua base pós-paga ao inserir 930 mil acessos (ex-M2M e dongles), seja por migrações ou aquisição de novos clientes, contribuindo para manter um churn mensal em índice historicamente baixo, de 1,0%.

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