Isenção do IR e reajuste do mínimo injetarão R$ 110 bilhões na economia, diz Marinho

Foto: Créditos: Foto: Marcello Casal Jr./ABr

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621, medidas em vigor desde o início deste ano, vão injetar R$ 110 bilhões na economia brasileira em 2026. A afirmação é do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, entrevistado do programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (7/1) no Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A soma dos dois injetará no ano R$ 110 bilhões na economia brasileira, ou seja, mais de R$ 10 bilhões por mês que acrescenta no consumo, na dinâmica, da roda girando, como costuma dizer o presidente Lula, como costuma dizer o nosso vice-presidente (Geraldo) Alckmin”.

“E essa massa salarial, a renda dos trabalhadores, tem crescido durante os nossos governos e, mais uma vez, neste ano. Quando me perguntam o que eu acho da economia para este ano, este vai ser de novo um bom ano, porque nós começamos já em janeiro com o crescimento da renda, especialmente dos menores salários”, disse o ministro, que afirmou que apenas o reajuste do salário mínimo de R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de 6,7%, vai injetar R$ 80 bilhões na economia.

Os reajustes anuais do salário mínimo levam em conta a inflação dos 12 meses anteriores mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo ano anterior ao vigente. Em 14 de janeiro, o salário mínimo brasileiro completará 90 anos. Já sobre a isenção de Imposto de Renda, a previsão do governo é que 15 milhões de brasileiros que recebem até R$ 5 mil por mês sejam beneficiados. Estão previstos ainda descontos progressivos para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil mensais.

MENOR DESEMPREGO

O recorde inédito e positivo da taxa de desemprego, que ficou em 5,2% em novembro, a menor já registrada desde 2012, início da pesquisa realizada pelo IBGE, também foi tema da entrevista. E desde janeiro de 2023, o Brasil superou o marco de 5 milhões de empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados em dezembro de 2025.

“É um crescimento bastante consistente em todos os segmentos da economia e em todas as unidades da federação. Ou seja, é um crescimento que não é uma bolha. Contrariando os ditos especialistas de mercado, que olhava lá em 2023 e dizia que o Brasil não crescia, cresceria na ordem de 0,5%, 0,7%, cresceu 3,2%. Em 2024, que cresceria 1,5%, 1,7%, cresceu 3,4%. Agora de novo, crescimento e este ano de novo vai crescer. E crescendo o PIB, seguramente também crescerá o salário mínimo de novo, olhando para 2027”, afirmou.

“Nós tivemos algum momento que o trabalho informal chegou a ultrapassar o trabalho formal e agora nós temos uma reversão importante. Dos 102 milhões de brasileiros e brasileiras ocupados, nós temos 49 milhões do Caged, ou seja, carteira profissional assinada, CLT direitinho. Mais 12 milhões de servidores e servidoras, Então resta aí a ordem de ainda mais de 30 milhões de trabalhos informais, mas é muito diferente do que nós olhamos, por exemplo, há oito anos atrás”.

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